Como será morrer.

on sábado, 8 de dezembro de 2012

Weslei Odair Orlandi



Ouvi de um ancião, dias antes de sua morte, as seguintes palavras: "Não tenho medo da morte; tenho medo de morrer".
Essas palavras ditas por alguém que estava frente a frente com  o fim soaram fortes aos meus ouvidos. Ele já se foi. Eu e você iremos um dia.
Antes disso, hoje, inspiro-me em Fernando Pessoa e peço-lhe licença para no curso de seu brilhantismo tentar suavizar em palavras o que penso sobre a amedrontadora certeza de que a morte chegará. Seu texto original é um pouco diferente e segue outros caminhos. A essência é dele. As ideias também. A ousadia de tentar imitá-lo é minha.
Licença concedida, eis o que penso sobre como será morrer:

"Para mim morrer será adormecer na varanda. Cansado, entregue e vulnerável, meu Pai virá, pegar-me-á em seu colo e me levará para dentro de sua casa. Despir-me-á das roupas surradas e humanas, deitar-me-á em sua cama macia. Cantarolando baixinho não deixará meu sono fugir. Acariciando meu rosto me contemplará ali, inerte, até que nasça o Novo Dia para eu brincar, dia que só ele saberá qual é".

Quatro conselhos aos amantes (ou não) da Teologia.

on quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


Weslei Odair Orlandi







Dizem que se conselho fosse bom não era dado. Mesmo assim, aí vão meus conselhos gratuitos aos amantes (como eu) da teologia.

1. Nenhuma teologia – conservadora ou liberal; católica ou protestante – está acima da inspiração bíblica. Nenhuma leitura ou conhecimento teológico pode exercer preeminência sobre a leitura e conhecimento das Escrituras.
2. Nenhum tratado teológico é exaustivo, definitivo ou irretocável. Para cada insight teológico surgem inúmeros viés nebulosos. Assim, cuidado com aqueles que reclamam para si a detenção da vanguarda interpretativa.
3. Leiam tudo que puder com a mente sempre alerta, aberta e repleta de temor ao Senhor.
4. A teologia não é inimiga do Espírito. A letra que mata não é a do conhecimento, mas a da ignorância e pequenez espiritual. Não tenham medo de "teologar". Temam antes o véu sobre o rosto e o despreparo diante de heresias sutis, populistas e antiéticas.

           No mais, comprem tudo que puder, leiam tudo que desejar. Examinem tudo, retenham o que é bom.

Toda Sua - Silvia Day

on quarta-feira, 22 de agosto de 2012


"ANDAREI COM UM CORAÇÃO PURO. NÃO POREI COISAS MÁS DIANTE DOS MEUS OLHOS; ABORREÇO AS AÇÕES DAQUELES QUE SE DESVIAM. NADA SE ME PEGARÁ". (SALMO 101.2-3)


Vem aí mais uma trilogia para leitores vazios e que não têm noção alguma da pureza cristã.
Crossfire, escrito por Silvia Day, pretende ser mais quente que Cinquenta tons de cinza.
Toda sua, o primeiro livro da trilogia, já é sucesso de vendas nos EUA e promete repetir a dose no Brasil a partir de setembro.

Mais uma vez, sei que meu protesto é minúsculo, no entanto, não posso deixar de fazê-lo: NÃO COMPRE, NÃO LEIA E NÃO INDIQUE ESSES LIVROS A NINGUÉM.




A IGREJA DE ONTEM E DE HOJE.

on segunda-feira, 20 de agosto de 2012


No início a igreja era uma comunidade de homens e mulheres centrada no Cristo vivo. Então, a igreja mudou-se para a Grécia, onde se tornou uma filosofia. Em seguida, mudou-se para Roma, onde se tornou uma instituição. Depois, mudou-se para a Europa, onde se tornou uma cultura. Por fim, mudou-se para o continente americano, onde se tornou uma empresa.




(Richard C. Harverson, ex-capelão do senado dos EUA, citado por Charles Swindoll em A Igreja desviada, pág. 44 - Ed. Mundo Cristão)

SAIBA COMO IDENTIFICAR UM GRANDE PROJETO.

on sábado, 14 de julho de 2012




 Weslei Odair Orlandi


                                               “E, tendo nascido Jesus em Belém da Judéia...” (Mateus 2.1).

Releia com atenção esta frase e perceba o que está contido nela. Imagine o mundo sem esta pequena, mas poderosíssima declaração. Sem ela, onde estaria você agora?  
Com certeza está aí a síntese do maior de todos os projetos de Deus – e que ninguém se esqueça de foi Ele também quem criou os céus, a terra e todo o vastíssimo universo.
   O nascimento de Jesus não foi apenas um evento espiritual vultoso, mas também um projeto ousado e comprovadamente fantástico. Quem lê os evangelhos e atenta para esse episódio não pode deixar de aprender lições valiosíssimas sobre projetos de sucesso.
   O mundo está cheio de pessoas com idéias e projetos. Alguns deles nunca sairão do anonimato e tampouco deixarão de ser pequenos. Outros surgirão para brilhar, para serem grandes e muito admirados. Nesse universo de possibilidades algumas características determinam a extensão, a profundidade e a envergadura de um intento. Projetos pequenos são funcionais, mas não inovadores; são agradáveis, mas não essenciais; sobrevivem, mas não são definitivos.
   Jesus nasceu e com ele teve início a execução do maior e mais ousado sonho de Deus: salvar os homens do pecado. Naqueles dias muita coisa aconteceu – como acontece também todas as vezes que um grande projeto é colocado em ação: magos do Oriente vieram a Jerusalém, Herodes perturbou-se, e ele toda a cidade com ele, religiosos se debruçaram sobre pergaminhos espalhados sobre mesas, presentes foram dados ao menino salvador e pessoas começaram a sonhar. Comportamentos típicos dos que estão diante de algo grande.

Projetos pequenos são funcionais, mas não inovadores; são agradáveis, mas não essenciais; sobrevivem, mas não são definitivos.

   Quem lê sobre o nascimento dessa criança e visualiza aí uma grande e prodigiosa execução não deixa de concluir, portanto, que projetos de sucesso são peculiares pelas seguintes conseqüências:

  • 1. Mobilizam – de longe vieram os magos; 
  • 2. Incomodam – Herodes perturbou-se, e com ele, toda a cidade;
  • 3. Atraem – de humildes pastores a magos e reis, todos se interessaram pelo acontecido;
  • 4. Iluminam – de repente Belém, a menor entre as capitais de Judá, passou a ser o centro das atenções, isso sem contar a humilde casa onde estavam hospedados os pais do bebezinho;
  • 5. Dividem opiniões – os magos o adoraram e Herodes o sentenciou à morte;
  • 6. Não podem ser destruídos – avisado em sonhos, José escapou em tempo levando para o Egito o menino e sua mãe.

Você está em busca de um grande projeto? Algo que vai determinar, redirecionar e impactar a sua vida e a de muitos outros? Não tenha pressa; grandes projetos tendem a não nascer tão rapidamente. Fique atento, porém, e mantenha a sensibilidade treinada para perceber o grande momento. Lute pela essencialidade, funcionalidade, necessidade, durabilidade e produtividade do que for ser gerado.
Porém, se até hoje seus projetos não possuem estas características e nem mesmo mobilizam, incomodam, atraem, iluminam, dividem opiniões e se mantêm inabaláveis, talvez seja porque a hora do seu “eureka” ainda não chegou. Fique tranqüilo. Para todas as coisas há tempo e modo; e o coração do sábio saberá discernir tanto uma quanto a outra.

O professor do presente e do futuro.

on sexta-feira, 29 de junho de 2012


Weslei Odair Orlandi



Chegamos ao século XXI e com ele todos foram colocados frente a frente com as realidades do presente e os desafios do futuro. Em todos os setores da vida novos avanços, métodos e conceitos chegam a cada instante para tomar o lugar do tradicional, e, não poucas vezes, disfuncional.
            Na área da educação não é diferente. As revoluções de mídia e os conceitos inovadores de ensino-aprendizagem também vieram para ficar. Todas as coisas estão sendo trocadas, e os métodos focados na pessoa do professor também.
            Hoje, ainda temos a presença quase que generalizada de professores a moda antiga. Estes são aqueles que não abraçaram definitivamente – muitos nem mesmo parcialmente – as novas tecnologias e dinâmicas de ensino. De acordo com José Manuel Moran “os modelos de ensino focados no professor continuam predominando”. E acrescenta: “Os alunos estão prontos para a multimídia, os professores em geral, não”. Essa é a realidade incontestável e também o maior desafio que têm diante de si. O descompasso, entretanto, entre as novas tecnologias e as tradições elencadas pelos educadores tradicionais não tem deixado de cobrar seu alto preço. Segundo Moran “muitos professores têm medo de revelar sua dificuldade diante do aluno (...) percebem que precisam mudar, mas não sabem como fazê-lo, e não estão preparados para experimentar com segurança”.
            O professor com vistas para o futuro, entretanto, não pode resignar-se. Ensinar é um processo complexo, dinâmico e em franca modificação. Com a ascensão das novas tecnologias o educador contemporâneo e que não pretende ficar preso ao passado deve ir à busca do “novo”. A nova sociedade e seus novos alunos interconectados não suportarão mais em pouco tempo aqueles que não são atraídos por novas ideias, que não transmitem competência tanto no trato quanto também no uso das possibilidades virtuais. O novo professor do século XXI será aquele que abrir mão do uso dos métodos tradicionais para aderir ao fascinante mundo das tecnologias de comunicação. Assim, ele estará não só se posicionando em definitivo no novo século e milênio, mas também ampliando suas atribuições alem de cooperar com as expectativas e necessidades do novo aluno.

Os sonhos nossos de cada dia.

on quarta-feira, 27 de junho de 2012


Weslei Odair Orlandi



Fala-se muito sobre sonhos, mas sabe-se pouco sobre eles. Sabemos, por exemplo, que sonhar é bom – mesmo que às vezes acordemos aos gritos, molhados de suor e apavorados por causa deles. Mas não sabemos ao certo quem são e nem de onde vêm. Quem sonha recorda momentos que não deveriam ter acabado e revê entes queridos que já não habitam mais o mundo dos vivos. Os sonhos são bem vindos porque levam o sonhador a patamares de vida e realização doutra sorte impraticáveis. Quem sonha pode, ainda que por alguns minutos, sentir-se bonito, alto, magro, rico, popular; nos sonhos cantamos afinados, discursamos e arrancamos aplausos. Nos sonhos nos emocionamos e experimentamos sensações de prazer inauditas. Fernando Pessoa estava certo quando afirmou que “matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma [e que] o sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso”.
Arrisco ainda a dizer que os sonhos são um dos poucos acontecimentos da vida que permitem a todos os mesmos privilégios sem cobrar nada por eles. Durante os sonhos só há uma situação que diferencia sonhadores pobres de sonhadores ricos: o quarto, a cama e o travesseiro sobre o qual repousam suas fábricas imaginativas.
Quando criança sonhei com doces, aventuras, travessuras, amores, viagens, mansões com belíssimos cômodos e com muitas outras coisas que já nas primeiras horas do dia seguinte não era capaz de lembrar. Hoje, mesmo dormindo tarde e levantando cedo, continuo sonhando. Ainda sonho os sonhos de menino – às vezes sonho que ainda sou menino -, mas já não me impressiono ou sonho acordado com os sonhos que sonhei dormindo. Meus sonhos agora são mais densos, sisudos, complexos e retrospectivos (não que eu tenha deixado de sonhar com o futuro). Na verdade, de uns anos para cá, passei a priorizar outros sonhos. Daqueles que você sonha acordado. Sabe como é. Sonho agora com entregar um diploma nas mãos de meus filhos (já que não tenho mais tanto “tempo” (leia-se: dinheiro) para colocá-los em minhas próprias mãos), com ter minha casa própria, com ter uma poupança (ainda que não muito gorda), com poder trabalhar sem dores nas costas e, quem sabe, chegar à velhice, conhecer meus netos, poder ajudar amigos e estranhos; sonho também em poder deixar aos filhos e netos algo com que possam levar a vida com menos dificuldades que eu.
Sonhos assim parecem tolos e irrealizáveis. Tudo bem. Eu sei que muitos sonhos são neblina e que no máximo deixarão algumas gotículas quase que microscópicas nas superfícies que tocarem. Mas não vejo porque deveria parar de sonhar assim só por causa das impossibilidades. Vejo nos sonhos, se não uma semente fecunda, ao menos um estimulante que, forte, abundante, decidido, me faz levantar a cabeça, reconduzir os ombros pensos ao seu devido lugar e avançar alguns passos mais.
O mais forte e inegável disso tudo é que, nos sonhos não vejo apenas ladeiras perigosas e ameaçadoras. Neles sinto-me forte outra vez, e nesse instante quase celestial, desenvolto, sinto que os meus portentosos e tantálicos desejos são, ainda que metaforicamente, tangíveis e estranhamente possíveis. Não tenho a ilusão de que muita coisa mude por causa dos meus onirismos, mas mesmo assim deixo aqui meu conselho quase que delirante: sonhem; sonhem dormindo; sonhem acordados. Afinal, é sonhando que ricos, pobres, negros e brancos, extasiados e embevecidos, receberão alegria, energia e esperança; estes sim, a verdadeira porção nossa de cada dia.


O erro de fazer a coisa certa.

on sexta-feira, 22 de junho de 2012


Weslei Odair Orlandi 

Houve um tempo em que para ser socialmente aceito era preciso ser politicamente correto. Hoje em dia, para o alívio de muitos, não é mais assim.  Afinal de contas, com a valorização da inversão de valores onde o politicamente incorreto parece ser mais interessante e popular do que o contrário disso, quem é que quer viver se policiando e procurando andar na linha?
Que se dane a ortodoxia – principalmente a cristã – com sua exatidão e fidelidade a princípios outrora tão venerados. Estamos no século XXI. Viva o pragmatismo! Esse sim, é um “cara” legal, sem frescuras, descolado...
Antigamente (ah, essa palavra – argh!) o segredo de um sucesso era a integridade das coisas. Hoje, famílias, sentimentos, empregos, vidas e opiniões não dependem mais disso. Com o advento das ciências tecnológicas, com o desvendamento do genoma humano, com a liberação sexual, com conquistas espaciais cada vez mais ousadas e tantas outras evoluções, quem precisa ficar se estressando com pontos e vírgulas que guardiões sucateados da moralidade espalham nos caminhos da pós-modernidade?
O cômico, entretanto, é que pensar assim pode não ser tão promissor. Concordo com o Paulo Brabo quando diz que às vezes “a relação dos cristãos com a ortodoxia permanece primordialmente idolátrica – ortodoxolatria –” (por zelo, exageramos um pouco), mas nem por isso devemos pensar que divórcio, aborto, suicídio, homossexualismo, sexo antes do casamento e fora dele, mentira, sonegação, drogas, afrouxamento ético e tantas outras atividades do mundo moderno devem ser acoplados ao dia a dia de qualquer pessoa que seja.
É por tudo estar assim, tão moderno e relativizado, que as clínicas psiquiátricas, psicológicas, de aconselhamento e de recuperação estão cada dia mais movimentadas; isso sem levar em conta os manicômios e presídios com super populações. Fomos seduzidos pela relativização dos absolutos; abrimos mão da vergonha, da distinção entre certo e errado; deixamos de corar diante de situações embaraçosas e agora, livres, modernos, civilizados, estamos a um passo de não termos mais as rédeas nas mãos. 
Ser diferente, revolucionar e transmutar marcos carcomido pelo tempo em posicionamentos não convencionais tem o seu glamour, mas também cobra seu preço. A lei do “importante é ser feliz” sancionada pelos defensores da liberdade humana parece não ter levado em conta que todo individuo, religioso ou não, possui em seu interior fios invisíveis que o unem a Deus e que este, por sua vez, continua repudiando estilos de vida fabricados pela mente obscurecida do seu arquiinimigo (ele mesmo!).
A verdade (absoluta) é que nós não estamos sozinhos; não somos donos da nossa vida (quem quiser que não goste disso); não somos oriundos de uma fecundação espontânea com escala na terra e destino para lugar nenhum.
O que muita gente chama de rótulo fundamentalista; o que muitos querem suavizar para não ter de aceitar; o que muitos lutam para transformar numa simples performance humana e, a todo custo querem tornar ridículo, na verdade é o lastro que século após século tem sustentado e possibilitado uma existência humana digna e socialmente possível.
Não sejamos, portanto, colonizados pelo engano, pelo modernismo irreflexo e por mentes doentes que não sabem perceber limites. Não cultuemos e muito menos aceitemos o compasso das multidões. Pureza de motivos, desapego às coisas perecíveis, amor incondicional, renúncia, perdão, virtude, sensatez, temor e muitos outros princípios inegociáveis foram no passado, são hoje e, no futuro continuarão sendo, critérios essenciais e muito bem vindos.
Ser moderno, convenhamos, não tem a ver com sujeitar-se à tirania dos sem noção, foras-da-lei inconsequentes e amigos da insensatez. Ser moderno, ao contrário, é admitir, por ser dotado de lucidez, que bom mesmo é poder dormir tranquilo sabendo que portas e janelas estão bem trancadas e deixando de fora ladrões e amantes do mal.
Assim, o erro de fazer a coisa certa continua sendo o único erro certo. Afinal de contas, certo que é certo, sempre luta pelo certo, mesmo que ele seja a opção das minorias.



Por que falamos tão pouco sobre Maria?

on sexta-feira, 15 de junho de 2012


Weslei Odair Orlandi


Católicos e evangélicos possuem vários pontos de discordância, mas nenhum deles causa maior tensão e distanciamento que a "intercessão de Maria". Afinal, Maria é ou não é intercessora? É ou não é lícito pedir o que quer que seja a ela?


Como não é propósito meu tecer argumentos teológicos sobre o assunto neste momento (basta registrar aqui que a respeitamos, amamos e a temos como exemplo de submissão, coragem e dedicação ao serviço), convido-o a ler o diálogo abaixo e tirar as suas próprias conclusões:

"Uma senhora analfabeta foi ao médico e depois de realizar alguns exames ouviu do médico o seguinte:
- A senhora é crente, não é?
- Sou, sim - respondeu ela.
- Eu gosto muito de crente; só tem um problema: eles falam muito de Jesus, mas pouco de Maria.

(Silêncio)

- Doutor, posso fazer uma pergunta? - falou a senhora, retomando a conversa.
- Sim.
- Se quando eu chegasse aqui sua secretária me dissesse que você não estava, mas que sua mãe sim, acha que eu iria querer ser atendida por ela?
- Claro que não - ponderou o médico - quem fez medicina não foi ela; fui eu.
- Pois é, doutor. Digo o mesmo: quem morreu na cruz por mim foi ELE e não ela".


FONTE: www.maispertodedeus.tumblr.com

O verdadeiro Cristo dos cristãos verdadeiros.

on quinta-feira, 14 de junho de 2012


O cristianismo é mais ou menos vultoso dependendo de como se crê a respeito de Jesus.
John Stott em seu último livro “O discípulo radical” cita J.I. Packer que escreveu o seguinte: “somos cristãos pigmeus porque temos um deus pigmeu” e, acrescenta: “somos cristãos pigmeus porque temos um Cristo pigmeu”. A seguir, Stott prossegue: “atualmente, por exemplo, encontramos o Jesus capitalista competindo com o Jesus socialista. Há também o Jesus asceta se opondo ao Jesus glutão. Sem falar nos famosos musicais – Godspell, com o Jesus palhaço, e Jesus Cristo superstar. Existiram muitos outros. Porém, todos eram distorcidos e nenhum deles merece nossa adoração e culto. Cada um é o que Paulo chama de “outro Jesus”, diferente do Jesus que os apóstolos proclamaram”.
Uma das principais bandeiras do cristianismo bíblico-reformado foi assim resumida: SOLUS CHRISTUS. Ou seja, Cristo é o tudo em todos da fé bíblica e a eficácia da pregação e do testemunho da nossa crença no cristianismo provém do modo como cremos nele.
Isso é tão fundamental que o próprio Jesus certo dia perguntou aos seus discípulos: “Quem o povo diz que eu sou?” (Marcos 8.27 – NVI). Responder corretamente a essa pergunta e dizer “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.15 – NVI), como aconteceu com Pedro naquele momento, requer um insight divino: “feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.” (Mateus 16.17 – NVI).
Uma das grandes defesas que Paulo fez em favor dos cristãos colossenses foi justamente sobre quem é o Cristo dos cristãos. Nenhuma doutrina foi mais atacada desde os seus primórdios até os tempos modernos do que a doutrina de Cristo. Por isso como diz o Rev. Hernandes Dias Lopes “Paulo coloca o machado da verdade na raiz da heresia” e sem pestanejar conduz a verdade cristã sobre Cristo ao seu lugar de destaque:
“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz.” (Colossenses 1.15-20 – NVI).
Carecemos hoje, e muito, de uma maior clareza sobre o Cristo das Escrituras. É lamentável ter de admitir que a superficialidade do conhecimento dos cristãos sobre o verdadeiro Cristo persiste e vai muito além do que devia tornando-o forçosamente num Cristo liberal, amante das contas bancárias nebulosas, tolerante com os descaminhos de líderes inescrupulosos e principalmente, ávidos por espetáculos e marketings de quinta categoria. Necessitamos de maior lucidez e de fundamentos mais sólidos sobre quem é Cristo, qual a posição que ele ocupa, o que temos nele, e o que ele requer de nós.
Saber que “em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade” e que “por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude” (Colossenses 2.9-10 – NVI) é apenas o começo de uma longa jornada de bênçãos e privilégios inestimáveis. Ainda mais confortador e encorajador nessa busca pelo verdadeiro Cristo é que ele mesmo desafia e promete:
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. (João 7.37-38 – NVI).
Assim:
“SOLUS CHRISTUS HOJE; SOLUS CHRISTUS AMANHÃ; SOLUS CHRISTUS SEMPRE”.

MINHA GRATIDÃO!

on quarta-feira, 13 de junho de 2012



NO DIA DO PASTOR FUI SURPREENDIDO POR HOMENAGENS QUE VÃO MUITO ALÉM DO QUE MEREÇO: JOGRAIS, PEÇA TEATRAL, COREOGRAFIA, DOCUMENTÁRIO, PRESENTE, E, PRINCIPALMENTE, CARINHO DAS OVELHAS!!! 


MINHA ESPOSA, MEUS FILHOS E EU ESTAMOS MUITO GRATOS A DEUS POR CADA UM DE VOCÊS. OBRIGADO.

OBRIGADO A TODOS QUE SEMPRE ME APOIARAM, ORARAM POR MIM E TÊM ME SUPORTADO NAS MUITAS IMPERFEIÇÕES.

A VOCÊS MEU CARINHO SINCERO. MINHA GRATIDÃO ETERNA:

A DEUS, O BONDOSO, O CAPACITADOR, O AMIGO, O SENHOR...

IPR DE ALTÔNIA, SÃO JORGE DO PATROCÍNIO, PÉROLA, ELISA, ESPERANÇA NOVA;          UMUARAMA: XETÁS, SEDE, PATRIMÔNIO, OURO BRANCO, OURO PRETO, LOS ANGELES, LOVAT, ALVORADA, JABOQUE E LOVAT.

IGREJA DO EVANGELHO PLENO EM UMUARAMA E XAMBRÊ.

IPR DE GUAÍRA!!

 PASTORES ADMIR RIQUETTO, JAIR RODRIGUES E LAÉRCIO VALVASSORI.

AOS MEUS PAIS, IRMÃOS, ESPOSA, FILHOS, SOGROS, TIOS, PRIMOS, AVÓS, AMIGOS...






O DISCÍPULO RADICAL - JOHN STOTT

on quarta-feira, 6 de junho de 2012

Recentemente o mundo cristão perdeu um de seus maiores nomes na atualidade. John Stott deixou, entretanto, um legado fantástico. Seu último livro, publicado pouco antes de sua morte foi "O Discípulo radical".
Este livro apresenta oito características do discipulado cristão que são comumente esquecidas, mas ainda precisam ser levadas a sério: inconformismo, semelhança com Cristo, maturidade, cuidado com a criação, simplicidade, equilíbrio, dependência e morte. Com um texto profundamente bíblico, tocante e de fácil leitura, o autor mostra a essência do que significa ser um discípulo radical.

Recomendo a leitura deste livro, bem como a de todos os demais livros de John Stott. Cito aqui alguns dos seus melhores (há muitos outros): A cruz de Cristo; Ouça o Espírito, ouça o mundo; Cristianismo básico; O perfil do pregador; Batismo e plenitude no Espírito; A missão cristã no mundo moderno e etc.

LIVRO: O discípulo radical.
AUTOR: John Stott
PÁGINAS: 119
EDITORA: Ultimato

Isto sim é evolução!

on terça-feira, 5 de junho de 2012


ISTO SIM É EVOLUÇÃO: NEGAR-SE A SI MESMO!



CINQUENTA TONS DE CINZA - E. L. JAMES

on domingo, 3 de junho de 2012

"Cinquenta tons de cinza" é o novo sucesso editorial que todo mundo está lendo. Desde que foi lançado nos EUA, em março deste ano, já vendeu mais de 10 milhões de exemplares em apenas 6 semanas. O sucesso da trilogia (os outros 2 volumes são: Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade) da escritora E.L. James se dá ao fato de que trata explicitamente de práticas sexuais nada ortodoxas (leia: sadomasoquistas). No Brasil a trilogia deverá ser lançada até o mês de agosto.

A escritora que não esperava tamanho sucesso atirou num esquilo e acertou num elefante. Claro, pois afinal de contas, é de sexo, volúpia e descrições detalhadas que o povo gosta!

Infelizmente este livro contribuirá para que mais pessoas se percam, mais pecados sejam praticados e centenas de dólares, euros, reais e outras moedas circulem em benefício da safadeza.

Sei que meu grito será minúsculo. Mas, ainda assim: "EU PROTESTO".

Não leia estes livros. Não gaste seu dinheiro à toa. Não ame e, principalmente, não se conforme com este mundo.

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." - 1 Coríntios 10.23

"Não se associem com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe." - Efésios 5.11-12.

O SILÊNCIO - Shusaku Endo.

on sábado, 2 de junho de 2012



“Profundo conhecedor dos dramas do ser humano, Shusaku Endo revela em seus romances não só a angústia da fé, como também a busca dos homens pela misericórdia de Deus. Em O Silêncio, seu mais aclamado romance, ele narra a saga de missionários católicos no Japão do século XVII, um período em que cristãos japoneses eram brutalmente oprimidos. A partir de cartas reais, Endo delineia o silêncio duro e sufocante ao qual tanto jesuítas quanto cristãos foram submetidos. Eles foram perseguidos, torturados e forçados a escolher entre se calar eternamente mantendo sua fé ou abandonar as suas crenças vivendo em eterno silêncio”.


Um livro para ser lido em silêncio profundo; com olhos lacrimejantes. Li e o recomendo a todos!


Livro: O SILÊNCIO.
Autor: Shusaku Endo
Editora: Planeta Literário
282 páginas.

Salmo 2 - uma paráfrase.

on quinta-feira, 31 de maio de 2012


Weslei Odair Orlandi



Os governantes da terra lutam para eliminar quaisquer vestígios e governo e intervenção de Cristo. 
Contudo, Deus ri deles como que dizendo: "Pobres coitados, quem vocês pensam que são?"

Assim, Deus faz com que o ouçam por meio da sua ira e os confunde com seu furor.

Enquanto eles querem se livrar definitivamente do Senhor, ele diz ao Seu Filho:
"Pede-me, eu darei a você as nações como herança. Você os vencerá totalmente".

Se eles fossem mesmo sábios, ao invés de guerrear contra o Senhor, dariam ouvidos aos seguintes conselhos:
a) Sejam prudentes;
b) Aceitem as instruções Dele para que não pereçam;
c) Honrem ao Seu Filho Jesus;
d) Aceitem o fato de que só é verdadeiramente feliz aqueles que confiam nEle.





A grandeza do Mar.

on quarta-feira, 23 de maio de 2012



Paulo Roberto Gaefke

VOCÊ SABE por que o mar é tão grande?
Tão imenso? Tão poderoso?
É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros
abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios,
não seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber viver.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém mais o controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder.
E isto você já sabe.

Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma naturalidade
o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo e a queda, a vida e a morte.


[No livro "Quando é preciso Viver" página 29]

Família, projeto de Deus.


Weslei Odair Orlandi




Eu amo minha Família!






A FAMÍLIA É PROJETO DE DEUS...


Ou seja:

1. É dele a ideia original; a patente é dele e ninguém tem o direito de fazer dela o que quiser;
2. Ele a desenhou como quis;
3. Ele é o responsável por ela;
4. Ele sabe o jeito certo e agradável de fazê-la funcionar;
5. Ele não assina projetos executados com alterações que não correspondam ao seu desenho; (nenhum arquiteto ou engenheiro em sã consciência faria isso)
6. Ele chancela, acompanha, auxilia e garante toda execução segundo seus critérios.


Assim: se você não concorda com Ele faça votos de castidade e não se case, não prostitua a ideia dos outros e não queira dizer ao Arquiteto o que fazer em sua mesa e  seus traçados!

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS.

on terça-feira, 22 de maio de 2012



Weslei Odair Orlandi



Antes de você prosseguir eu o advirto de que o conteúdo desse artigo é deplorável e verdadeiramente proibido para menores de 18 anos. Logo, se sua idade é incompatível a essa faixa etária: “NÃO PROSSIGA”.

(...)
Certo. Já que você está convencido de que pode ler o que está escrito abaixo, então, vamos lá!

(...)

Era uma vez, sentado à frente do computador, um leitor curioso, menor de 18 anos, que não agüentava ver diante de si  um aviso do tipo “proibido para menores de 18 anos”. Um dia, sem querer querendo, ele clicou certa página da internet cujo aviso era exatamente esse:“PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS”. Por um momento ele parou.
[??] 
Pensou em não avançar, olhou para os lados, pensou mais um pouquinho e então concluiu que já estava bastante crescido e ajuizado para ter de obedecer aquele aviso parado à sua frente, colocado ali se sabe lá por quem...
Antes, porém, pensou mais um pouco e, como não havia ninguém por perto... [enter] Entrou! O que viu a seguir não parecia ser tão proibido assim. Tratava-se de um texto escrito por certo pastor que, sabendo que o título “proibido para menores de 18 anos” chamaria a atenção de alguns curiosos resolveu testar a integridade deles. Assim, para sua decepção e raiva, viu que havia sido não só enganado como também reprovado no teste de caráter. Duplamente decepcionado ele decidiu sair daquela página, mas antes de fugir para sempre dali deparou-se com a seguinte advertência:

“... Denunciem a baixeza dessas coisas. É uma vergonha passar a vida fazendo tudo escondido, com medo de que alguém descubra. Deixem que essa escuridão repugnante enfrente a luz e descubram como serão atraentes à luz de Cristo.” (Efésios 5.11-13 – A mensagem)

Não gostou muito do que leu, mas como o texto lhe atingiu em cheio, desde então, prometeu para si mesmo e também para Deus que nunca mais navegaria em territórios proibidos. Foi assim que a sua vida mudou, melhorou e, bem... Daquele dia em diante ele nunca mais deixou que a curiosidade o vencesse tão facilmente.

Ovelhas e Ovelhas.


Tomo a liberdade de parafrasear o escritor Ed René Kivitz para dizer que há além de pastores e pastores também ovelhas e ovelhas. Não é difícil perceber isso. Basta olhar um pouco à nossa volta para chegar-se à conclusão de que existem, pelo menos, dois tipos de ovelhas no aprisco.
         O primeiro tipo chamo de “ovelha-lobo”. São ovelhas corrompidas. Algumas conscientemente, outras sinceramente enganadas. São corrompidas no entendimento da Palavra. Utilizam a fé para alcançar seus objetivos egoístas, servir seus próprios interesses. Para elas Cristo é apenas um detalhe e sua mensagem um obstáculo incômodo. Vivem entre seus irmãos de fé, mas não têm sentimentos próprios de uma ovelha. No papel que representam junto aos demais conseguem enganar os menos esclarecidos. Fingem amar a Deus, mas negam-no com suas ações. Estão sempre aprendendo, mas jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. Não irão longe, porém; por resistirem à verdade e à transformação que deveriam experimentar, as suas mentiras se tornarão evidentes a todos e muito especialmente no último dia, quando Jesus, o Supremo Pastor, chamar para si aqueles que lhe pertencem. Não é difícil identificar uma “ovelha-lobo”. Elas quase nunca dão ouvidos à voz do Bom Pastor, quase nunca sentem desejo de orar, evangelizar, santificar a vida, envolver-se nas causas do Reino de Deus. Enfim, nunca foram regeneradas pelo Espírito, isto é, o Espírito nunca as transformou em novas pessoas.
         O segundo tipo chamo de “ovelha-ovelha”. Aquelas são lobos vestidos de ovelhas. Estas são iluminadas. Rompem a linha que nivela os mortais. São resolvidas em sua alma. Vivem no patamar que a Bíblia chama de “vida no Espírito”. Apesar das contradições e angústias da vida, Deus sabe que elas o amam e que entusiástica e conscientemente repetiriam as palavras de Dostoievski: “Caso me dissessem que Cristo não é verdade, eu diria: ‘Vai-te, verdade, pois tudo o que quero é Cristo’”. As ovelhas-ovelha são compreendidas por Deus mais do que por elas mesmas. Deus as ama de um jeito diferente pois elas o conhecem e quando um estranho aparece nunca o seguem; na verdade, fogem dele, porque não reconhecem a voz de estranhos, Jo 10:5.
         Ovelhas assim nos fazem perceber a tolice de viver enganosamente. A sensação que passam é a de que Deus conta tudo para elas. São bem-aventuradas porque jamais deixam o verdadeiro caminho. Não se sentiriam confortáveis...
         Ah, sim. Antes de pôr um ponto final, permita-me perguntar-lhe: “você é uma ovelha-ovelha, não é”?

O que são os problemas?

on sexta-feira, 18 de maio de 2012


Os "problemas" são...

... um prognóstico, que nos ajudam a formar nosso futuro.
... um lembrete, que nos relembram do fato de que não somos auto-suficientes, pois precisamos de Deus e dos outros.
... oportunidades, porque nos desestabilizam e nos levam a pensar criativamente.
... bênçãos, porque abrem portas para nós passarmos que, normalmente estariam fechadas.
... lições e cada novo desafio é um novo professor.
... mensagens, pois nos avisam de desastres em potencial.
... soluções, pois não exisitem problemas sem soluções.

(John Maxwell, citado por Elias Dantas em "O desafio da liderança", pág. 94-95 - Ed. Aleluia)

CORRER RISCOS.

on terça-feira, 15 de maio de 2012

Sorrir é correr risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer muito sentimental. Tentar se aproximar de outra pessoa é correr o risco do envolvimento. Expor os seus sentimentos é correr o risco de expor o seu verdadeiro eu. Colocar suas ideias e pensamentos diante dos outros é correr o risco de perder a atenção deles. Amar é arriscar não ser amado. Viver é arriscar morrer. Esperar é arriscar o desespero. Tentar é arriscar fracassar. Mas o risco existe para que passemos por ele, pois nada é pior na vida do que nada arriscar. A pessoa que nada arrisca nada faz, nada tem e nada é. Ela pode evitar o sofrimento e a tristeza, mas, simplesmente, não pode aprender, crescer, sentir, amar e viver. Acorrentada por sua atitude, ela é uma escrava que abriu mão da sua liberdade.

[Autor anônimo: Citado por Elias Dantas em "O desafio da liderança", pág. 83 - Ed. Aleluia]

AS OUTRAS FACES DA MORTE.

on quarta-feira, 4 de abril de 2012

Quem nunca teve medo da morte é porque nunca a viu sorrindo para ele. Não adianta. Ninguém “morre” de amores por ela. Assim, morte após morte a intensidade dos gemidos e a repulsa por sua presença sutil, inesperada e quase sempre fatal vai se disseminando e se fortalecendo por todos os lados. A humanidade discorda de muitas coisas, mas numa o consenso é universal: a morte é indubitavelmente persona non grata.
         Seguindo a opinião geral também admito não ter queda alguma por ela. Não porque a temo, mas porque não me interessa ver sua cara esbranquiçada. Só isso. Entretanto, ainda que parecendo ser paradoxal saio hoje em sua defesa. O motivo eu explico no parágrafo a seguir.
         A morte tem outras faces. Uma é essa tracejada a partir de crenças, percepções, sentimentos e reflexões populares. Outras, acredite, são menos apovarantes. Mas para vê-las é preciso sair do imaginário e singrar rios às vezes miticamente assombrosos; é preciso ficar de longe, sondar sem pressa e sem preconceitos. Com um pouco de coragem, depois disso, será até possível concordar com o Cazuza e quem sabe resmungar os versos que ele compôs: “senhoras e senhores/trago boas novas/eu vi a cara da morte/e ela estava viva...”
         A morte, essa senhora impopular, pode ter seu lado bom. Foi o que percebi relendo, por exemplo, a paixão de Cristo. Ali, sutil, nas entrelinhas da dor pude notar que embora pouco notável a morte não é só penúria, despedida, estraga prazeres. Por mais trágica que ela pareça ser não deve ser tida apenas como execrável. Acredite se quiser, mas a verdade é que com um pouquinho de imparcialidade dá até para notar que ela tem seu lado bom.
         Apesar do escândalo que é enveredar-se por esse caminho apologético não pretendo aquiescer diante dos protestos e dedico-me aqui a suavizar os sulcos cavados na cara da morte. Ela não é apenas feiúra. Também pode ser bela – se esse adjetivo é demais para você fique à vontade para encontrar outro menos abusivo -, necessária e cumprir propósitos elevados. A morte cumpre funções altamente nobres. Não é apenas um apagar atrevido de luzes radiantes. Não é apenas humilhação; ela também exalta. Não é apenas dor; em muitos casos é também anestésico. A morte não é apenas fim; é só por meio dela que a eternidade se viabiliza. A morte não é apenas maldade; em muitos casos tem servido de adstringente contra a injustiça, a arbitrariedade, a mesquinhez e a profanação.
         Por fim, ainda que me falte curiosidade, que em mim persista a recusa, que me falte a pressa ou que sobeje a resistência sei que não serei páreo para ela. Assim, cara a cara com morte certeira, constante e silenciosa faço as pazes com ela restando poucas alternativas; uma delas, concordar com os versos de Carlos Drummond de Andrade o que faço antes que ela chegue: “a cavalo de galope/a cavalo de galope/lá vem a morte chegando./A cavalo de galope/a cavalo de galope/a morte numa laçada/vai levando meus amigos/A cavalo de galope/depois de levar meus pais/a morte sem prazo ou norte/vai levando meus amores./A morte sem avisar/a cavalo de galope/sem dar tempo de escondê-los/vai levando meus amores./A morte desembestada/com quatro patas de ferro/a cavalo de galope/foi levando minha vida./A morte de tão depressa/nem repara no que fez./A cavalo de galope/a cavalo de galope/me deixou sobrante e oco”.

COMER PEIXE NÃO BASTA.

on sexta-feira, 2 de março de 2012

WESLEI ODAIR ORLANDI

Como sempre se faz depois da extravagância carnavalesca agora chegou a vez da contrição ritualística; está aberta a temporada do sagrado preceito da quaresma. Comer peixe durante quarenta dias é a palavra de ordem a partir do encerramento oficial da festa mais popular do país. Os dias de carnaval são sem limites. Nesse período só é proibido proibir; afora isso tudo pode. Palavras como profano, sensual, luxuria e lascívia de repente entram em efervescência nos jornais escritos e falados com tanta naturalidade que até os ossos ressequidos dos profetas são sacudidos no pó da terra. É a carne em seu estado mais deplorável... Mas agora não. Passados os dias da carne, vêm agora os dias do peixe. Está proibido o uso da carne – a do boi, naturalmente. A outra – essa que Paulo classifica como inimiga de Deus – deverá apenas fingir que foi sufocada. Pelo menos por alguns quarenta dias. Depois a gente vê o que faz.
         Esse é o jeito “cristão” do povo brasileiro. É assim que nosso país aprendeu a lidar com seus pecados. Um dia dedicam juras de amor à carne, no outro em tom piedoso fazem penitências a Deus. Como se comer peixe bastasse para expiar tantos males, os mercados e peixarias agora têm a chance de mais alguns dias de bons negócios.
         Comer peixe não basta. O Brasil precisa experimentar uma outra receita expiatória. Esse jeito tupiniquim de botar pano quente encima de tudo; essa habilidade surreal de transformar crimes, pecados e corrupções em pizza não cola quando o assunto migra da horizontal para a vertical. Ao reduzir o espaço da verdade bíblica aos templos, mosteiros, religiosos e beatas o Brasil sacramentou a morte da ética e da moral. Os modernos “showmen” – sejam eles padres ou pastores – avessos à sã doutrina são capazes de mobilizar as massas e de reunir milhares de fãs por toda parte, mas não a mente de seus admiradores. De fato, o evangelho conhecido país afora em várias vertentes católicas e evangélicas está muito distante daquele registrado nas páginas do Novo Testamento.
         O Brasil precisa de contrição, penitência e reflexão, é verdade. Enquanto nosso presidente desfilava nos camarotes da Sapucaí empunhando como se fosse um troféu os famosos preservativos a favor da vida, Deus no céu certamente vertia lágrimas por ver tantas almas perecendo sem luz. Agora, feito mais um estrago não adianta correr ao supermercado para comprar o peixe penitencial.
         À semelhança de tantos outros anos o mau cheiro da carnificina moral e espiritual vai continuar se proliferando e ascendendo aos céus. Só um arrependimento real, extensivo e intensivo como o de Nínive pode trazer de volta a esse país sua dignidade cristã há tanto tempo perdida.
         Devemos ponderar com fervor o quanto de graça divina está sobre nós! Não fosse a mão de misericórdia que se estende incondicionalmente desde o Oiapoque até ao Chuí e já teríamos sido engolidos vivos. Entretanto, tudo tem limite. A graça será em breve recolhida do meio dessa brava gente brasileira. O que se deve então fazer com proficiência por esse imenso país tropical é alardear com voz retumbante que comer peixe não basta. Para uma nação em pecado a mensagem divina é única: “Se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu os ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”, 2 Crônicas 7:14. Que se saiba em todos os rincões da terra que o carnaval brasileiro não goza de simpatia divina. Ao contrário, Deus o abomina.
Ouvi um pregador de renome dizendo que essa festa cultural deveria ser ovacionada por nós brasileiros, não fosse pela forma como é explorada. Quero discordar embora sabendo que ele não vai tomar nota desse meu tímido protesto. A verdade é que, sem pedir licença, invadem nossos ouvidos com enredos provocativos e nos obrigam a virar o rosto minuto após outro, ano após ano.  O carnaval nunca foi e tampouco jamais será uma expressão cultural brasileira a ser recuperada. Em tempos idos essa manifestação popular seria chamada por profetas e apóstolos de “pecado”. Esse é o grande mal da cristandade hoje: mudamos as palavras e agora elas estão nos mudando.
No fim das contas, sem um único rubro na face, o Brasil come peixe, asperge cinza sobre a cabeça, estica a vida de bois e ovelhas e, espera, apenas espera pelo sábado de aleluia. Só isso. E ainda dizem que Deus é brasileiro. Se Ele o fosse, decididamente, esse país seria outro. Quem sabe um dia Ele não seja ao menos o Deus dos brasileiros. Aí sim, teremos motivos para sorrir, dançar e cantar não a festa da carne, mas a bem-vinda festa do Espírito. Essa sim, uma expressão da cultura santa e festiva da nossa saudosa pátria celestial.

Pensamentos.

on segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

 
 Weslei Odair Orlandi

            Fitafuso, o experiente diabo velho e tio do jovem diabo Vermebile, é apenas um personagem no imaginário da obra de C.S. Lewis Cartas de um diabo ao seu aprendiz, porém as palavras que foram postas em seus lábios pela habilidade excêntrica do autor deixam lições surpreendentes a todos os leitores.
            Num discurso zombeteiro e irônico sobre os humanos, Fitafuso adverte Vermebile que o grande propósito deles não é enfiar idéias em suas cabeças, mas deixá-las de fora. O que eles querem é evitar que olhem para Deus e voltem-se para si mesmos.
            É engraçado como nos vemos fazendo parte desta engrenagem sutil sem que demos conta disso.
            O homem jamais vive à margem dos pensamentos. Descartes afirmou: “Cogito ergo sum” (Penso, logo existo); assim, existimos porque pensamos.
            Os pensamentos jamais podem ser aniquilados ou preteridos em nossas mentes. Precisamos, em vez de lutar para apagá-los, usar a esperteza que Deus nos deu e reorganizar nossas mentes substituindo pensamentos negativos por pensamentos positivos.
            Somos sim, capazes de treinar e redirecionar nossos pensamentos mirando-os noutras direções.
            Não podemos impedir que um pensamento nos alcance, mas podemos proibi-lo de ficar conosco.
            A grande arma de satanás não é gerar em nós pensamentos hediondos, mas privar-nos daqueles que nos fazem saber quem somos (somos mais do que vencedores), de onde viemos (de Deus) e para onde vamos (para o céu). Por isso nesse ano de 2008 mentalize as palavras de Paulo aos Colossenses e aos Filipenses:

            Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas.
                                                                                          Colossenses 3:2 (NVI)

            Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nestas coisas.
                                                         Filipenses 4:8 (NVI)

            Tragamos de volta os bons e edificantes pensamentos que se foram. Ocupemo-nos com aquilo que pode nos dar esperanças (Lm 3:21). Treinemos nossas mentes predispondo-as para olhar sempre adiante e também para cima. Entreguemo-nos à Presença completamente real do Deus todo-poderoso; certifiquemo-nos sempre de que ela está focada no Altíssimo. Firmemo-nos no propósito de nunca perder o alvo. O resultado será excepcional: O Deus de paz será conosco, e esta paz, que excede todo o entendimento guardará os nossos corações e os nossos sentimentos, em Cristo Jesus.
           
            Ótimos pensamentos para todos!

SALMO 1 - PARÁFRASE.

on quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Weslei Odair Orlandi


COMO DEUS ESTÁ FELIZ COM VOCÊ!
VOCÊ NÃO ANDA NA CARTILHA DE SATANÁS; NÃO SEGUE O MANUAL ADULTERADO QUE ELE CRIOU.
PELO CONTRÁRIO. VOCÊ SABE QUE O MANUAL ORIGINAL E VERDADEIRO SÓ DEUS POSSUI E É A ELE QUE VOCÊ LÊ; E É ÀS SUAS INSTRUÇÕES QUE VOCÊ SEGUE.
POR ISSO, FIQUE TRANQUILO. SUA VIDA, AO CONTRÁRIO DE MUITOS QUE LEEM E SEGUEM O OUTRO MANUAL, SERÁ PRESERVADA, PROLONGADA E SEMPRE FUNCIONARÁ COM DESEMPENHO TOTAL.
DEUS NÃO TEM NADA A VER COM A VIDA DE QUEM SEGUE O MANUAL PARALELO, PIRATEADO E ILEGAL, MAS COM A DOS QUE SEGUEM SUAS INSTRUÇÕES ELE TEM COMPROMISSO TOTAL E INQUEBRÁVEL.

Apenas um prego e nada mais.

on quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Weslei Odair Orlandi

Um velho pastor do Haiti falou da necessidade de compromisso com Cristo assim. Ele contou a história de um homem que queria vender sua casa por dois mil dólares. Outro homem queria muito comprar aquela casa. Mas, porque era pobre não conseguia pagar o preço exigido. Depois de muita negociação o dono da casa concordou em vender a casa pela metade do preço. Havia apenas uma ressalva: ele continuaria como dono de um pequeno prego cravado na parede em cima da porta da casa.
Anos depois, o dono original quis comprar sua casa de volta. Mas, o novo dono não concordou em vendê-la; foi então que o dono original saiu pela estrada, achou o cadáver de um cachorro e o pendurou na parede pelo prego que lhe pertencia. Em pouco tempo, a casa ficou insuportável, e a família foi obrigada a vender-lhe a casa de volta.
A conclusão do pastor Haitiano foi a seguinte: “Se nós deixarmos o diabo com apenas um pequeno prego nas nossas vidas, ele voltará e pendurará seu podre lixo lá, deixando as nossas vidas insuportáveis para Cristo habitar.”
Esta ilustração demonstra com largueza o que muitos cristãos têm feito em seu dia a dia; deixam em seus corações pequenos espaços não preenchidos pela luz de Cristo; pequenas fissuras por onde o pecado pode infiltrar-se.
Corremos sérios perigos quando mantemos escondidos velhos e estimados pecados, hábitos e sentimentos. É certo nestes casos – tão certo quanto dois e dois são quatro – que satanás voltará, cedo ou tarde, para reiniciar ali seu pérfido domínio. Assim devo perguntar o óbvio: Existe em você algum prego [leia-se: pecado ou hábito predileto] que você ainda mantém em sua vida? Esteja certo, o príncipe deste mundo irá requerer seus direitos sobre e se você não quiser ceder por bem ele buscará meios de fazê-lo cair estragando tudo que você conquistou até agora. E, no final, se não forem tomadas providências radicais, ele levará tudo que você tem.
Não dê lugar ao diabo. Hoje, agora, examine-se a si mesmo; se não for capaz de fazê-lo com precisão peça ajuda do alto. Melhor, ore como Davi que, afrontado por  sua ineficácia, clamou: "Quem pode entender os seus próprios erros? Expurga-me dos que me são ocultos", Salmo 19.12.

Depois de Eloá quem será a próxima vítima?

on terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Weslei Odair Orlandi

Em outubro de 2008 o país parou para ver boquiaberto a ascensão da estupidez humana. De lá para cá outras e piores barbáries já se somaram àquela. Refiro-me à morte da jovem Eloá. Infelizmente, casos como o dela, seqüestrada e assassinada pelo ex-namorado em Santo André – SP, não são mais pontuais. Com a chegada do século XXI os jovens parecem ter perdido seus referenciais e agora passam a atirar em todas as direções. Nos Estados Unidos a invasão de universidades seguida de mortes e suicídios já não é mais um acontecimento isolado; no Brasil também temos experimentado a nossa dor particular como foi o caso do Massacre do Realengo onde Wellington Menezes, de 23 anos, entrou no colégio onde estudara e saiu atirando a esmo matando doze inocentes alunos.
         Com o julgamento de Lindemberg Alves, o ex-namorado e malfeitor de Eloá, em curso nesta semana a pergunta que fica no ar é: “quando isso vai acontecer de novo?”. “Quem será a próxima Eloá?”.
         Refletir sobre os motivos tresloucados como os de Lindemberg não é tarefa fácil. Nem mesmo psicólogos e psiquiatras parecem estar certos do que está por detrás de tudo. Convocados pela imprensa para dar explicações deixam apenas uma certeza: os jovens estão desnorteados e precisam urgentemente resgatar valores que foram descartados como obsoletos. Um deles afirmou em entrevista ao Jornal Hoje: “Lindemberg não é uma vítima da sociedade, mas um fruto dela”. 
         Todos nós sentimos que alguma coisa de muito grave está acontecendo com as bases morais da nossa cultura. Sob olhares incrédulos os fundamentos estão sendo transtornados sem que nada ou quase nada seja feito. Os números são alarmantes. A gravidez entre adolescentes, o suicídio entre jovens, a violência, o uso de armas e drogas nas escolas, a promiscuidade sexual, o desrespeito e a indiferença não param de bater novos recordes a cada ano. Seria este o indício da ineficiência da sociedade e suas leis?
         Creio que precisamos enxergar mais além. Olhar para além dos sintomas e enfrentar as causas fundamentais, as raízes do problema. A juventude de hoje está sendo criada – consciente ou inconscientemente – e preparada para o niilismo (doutrina segundo a qual nada existe de absoluto). O credo pós-moderno que nossos jovens seguem tem como máxima filosófica o “se gostar, faça”.  Some-se a isso a mensagem subliminar de que podem tudo. Esse ambiente educacional que rejeita a noção da verdade e que desloca da realidade os nossos filhos iludindo-os com a idéia de que são superiores é, contudo, altamente erosivo.
          Muitos de nossos filhos simplesmente não compreendem ou aceitam o fato de que existem verdades absolutas e que devem ser regidos por elas. Josh Macdowell define verdade absoluta como sendo “aquelas que são verdade para todas as pessoas, em todas as épocas, e em todos os lugares”. A sociedade, porém, diz que a verdade é aquilo em que eu acredito, mesmo que eu seja o único a crer nela. Essa é a gênese da estupidez das escolhas que fazem e das atitudes que adotam.
         Criar nossos filhos em meio a uma “geração corrompida e perversa” (Fp 2:15) não é tarefa fácil. Mas há esperança! Não há caminhos fáceis, mas há esperança. No fundo, no fundo, o que nossos filhos querem é sentirem-se amados e seguros com aquilo que oferecemos a eles. A geração shopping center pode até não assumir publicamente a necessidade que tem de uma moral forte, constante e objetiva, mas quando milhares deles saem à rua para chorar a perda de uma amiga querida o que estão dizendo é que a liberdade excessiva que lhes foi outorgada está cada vez mais nauseante; que eles precisam mesmo é conhecer o certo e o errado absolutos.
         C.S. Lewis escreveu em seu livro Cristianismo puro e simples:
         “Sempre que encontrar alguém que diga não acreditar num verdadeiro certo e errado, verá essa pessoa contradizer-se dentro em pouco. Ele talvez quebre uma promessa que fez a você, mas, se for você quem quebrar a promessa feita a ele, com certeza ele se queixará, “Não é justo”, na mesma hora. Ao que parece, portanto, devemos acreditar num verdadeiro certo e errado. As pessoas podem às vezes enganar-se quanto a isso, assim como alguns não sabem somar corretamente; mas não se trata de simples gosto e opinião, como também não acontece com a tabuada”.
         Precisamos desobstruir os poços entulhados pelo lixo que a literatura, a televisão e as conversas de fim de tarde têm lançado diariamente neles. O problema dos nossos jovens não está no fato de que gostam de sexo, de diversão e de liberdade. Estes impulsos não são rivais da verdade absoluta. A questão central é que tiraram Deus do palco para colocarem a si próprios como “ator principal”. Dessa forma, fica valendo a pergunta que fez Philip Yancey: “Quando a sociedade obstrui de forma tão abrangente a sede humana por transcendência, devemos nos surpreender que tais anseios se redirecionem para uma expressão de mero apego ao físico?”. Fica valendo também a resposta que ele mesmo encontrou: “Talvez o problema não seja que as pessoas estejam se despindo, mas que elas não estejam se despindo o suficiente: paramos na pele em vez de ir mais fundos, de ir até a alma”.
         O desafio de ajudar nossos jovens a reencontrar os valores de Deus para suas vidas está lançado. Pais, avós, professores, pastores e líderes em geral precisam resgatar com urgência o código moral e ético da Palavra para inculcá-los nessa geração teen.
         Como você deve ter percebido Lindemberg não é um caso isolado. Eloá não é uma pessoa apenas. Tanto um como o outro são apenas a amostragem que temos de uma sociedade perdida. O iceberg ainda não foi devidamente dimensionado