Não seja um "vaso cheio".

on sexta-feira, 26 de novembro de 2010






Leon Tolstoi em "O reino de Deus está em vós" - Editora Rosa dos Ventos.

Vale a pena ler de novo.

on quinta-feira, 4 de novembro de 2010



         Ricardo Gondim, pastor e escritor cearense radicado em São Paulo, tem a seguinte definição sobre o ato de ler: “Ler é bálsamo para as feridas do espírito, aragem nas ardências da alma, sedativo nas ansiedades do coração”.
         Jorge Luiz Borges, romancista e poeta argentino, também arriscou sua definição sobre o ler. Mas ele foi além e fez a seguinte afirmação: “Creio que reler é mais importante que ler, embora para reler seja preciso haver lido”.
         Ambos estão corretíssimos. Ler é tudo isso, e agora quem se aventura sou eu: Ler é ver para fora de si mesmo – e também para dentro – para os lados, para cima, atrás, ao perto, ao longe. Quem lê ganha olhos que veem não o visível, mas o invisível; não o objeto mas a subjetividade nele contida. A leitura erradica dos olhos existenciais as nuvens que embaçam a percepção da vida. Por isso no livro “Ler, pensar e escrever” Gabriel Perissé confirma: “Ler é bom demais. Ler é ótimo. Ler é mais do que necessário. Enriquecedor. Imprescindível”. Aliás, já que comecei citando máximas, Gondim tem ainda outra que é igualmente digna de nota: “Deus é escritor e os que querem se achegar a Ele devem aprender a gostar de ler.” 
         Foi com estas convicções que voltei mais uma vez à Bíblia Sagrada e reli o primeiro capítulo da carta paulina aos Romanos. Já li inúmeras vezes essa passagem, mas dessa vez resolvi saboreá-la melhor, sem pressa, com olhos bem abertos, detidamente; ruminando, como ensina a própria Bíblia (este é o significado literal e original do verbo “meditar” nas paginas do Antigo Testamento) cada palavra, frase e parágrafo.
         Resultado: não só tive uma leitura agradabilíssima como também avancei um pouco – ainda falta muito – na sua compreensão. De posse desse tímido progresso, rabisquei uma paráfrase dos versículos dezesseis a trinta e dois, a qual humildemente passo a compartilhar com você, leitor do Jornal Boas Notícias. Faça o seguinte: sem pressa, sem interpretações preconcebidas, engessadas e preocupadas com detalhes técnicos, leia, releia e tire também  suas conclusões. Não posso esperar mais do que o mínimo de você. Minha oração, contudo, é que essa releitura livre, devocional e nada estilizada possa contribuir para a sua caminhada. Leiamos – ou, ainda melhor, releiamos – então, o texto – Romanos 1:16-32:
         Eu não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois ele é o empenho máximo de Deus no que diz respeito à salvação de todo aquele que crê, seja ele judeu ou não.
         Nele, isto é, no Evangelho de Cristo está revelada não só a justiça de Deus como também sua ira no que diz respeito aos pecados dos homens. Estes, tendo todas as condições intelectuais e naturais de perceber fácil e inquestionavelmente a Deus bastando para isso olhar à sua volta, tentaram – e tentam ainda hoje – abafar, enterrar longe de seus olhos e apagar da memória tudo que possa ter qualquer relação direta ou indireta com Ele. Ao invés de buscarem conhecê-lo sendo-lhe gratos por tudo, preferiram desprezá-lo e até mesmo fazer-lhe oposição declarada; tudo isto em nome de uma pseudo-sabedoria.
         Dessa forma, Deus em uma manifestação justa de ira – e porque não até mesmo de misericórdia, uma vez que seu intuito ao ferir é também o de sarar – deixou-os livres para seguir seus próprios caminhos. Claro que isso os levou a um posicionamento absolutamente contrário à intenção original do Criador tanto nas questões espirituais como, e principalmente, nas relacionadas ao sexo; o que não deixa de trazer consigo conseqüências de diversas naturezas.
         Como eles optaram por essa independência espiritual, moral e intelectual de Deus suas mentes foram pervertidas a ponto de não suportarem qualquer verdade absoluta e também de não perceberem suas sandices.
          Isso posto, fica patente que a disposição mental deles é obviamente indigna de confiança em decisões morais. Não só o que eles fazem é totalmente errado como também aquilo que apóiam e incentivam. Aliás, diga-se de passagem, o apoio que dão ao erro torna-se, em certo sentido, ainda pior que a prática em si mesma uma vez que fortalecem e incentivam outros às mesmas perversões”.
         É isso. Ler é uma arte e, se você acabou de ler, então é também artista. Use então sua capacidade para utilizar, da melhor maneira possível, esse momento de leitura ou, para muitos, de releitura. Faça melhor: converta em ação cada palavra semeada em seu coração.