Arrependo-me porque fui perdoado.

on domingo, 3 de janeiro de 2010


O pecador salvo está prostrado em adoração, perdido em assombro e louvor. Ele sabe que o arrependimento não é o que fazemos para obter o perdão; é o que fazemos porque fomos perdoados. Ele serve como expressão de gratidão em vez de esforço para obtenção do perdão. Portanto, a sequência: perdão primeiro e arrependimento depois (e não arrependimento primeiro, perdão depois) é crucial para a compreensão do evangelho da graça.


(Brennan Manning em "O evangelho maltrapilho", pág. 75 - Ed. Mundo cristão)

Pérolas extraídas de "O evangelho maltrapilho".


1. O demônio meridiano da vida cristã é a tentação de perder o eu interior enquanto preservamos a casca externa de comportamento edificante. Descubro de repente que estou ministrando a vítimas da AIDS apenas para enriquecer meu currículo. Vejo-me renunciando a sorvete durante a quaresma porque preciso emagrecer uns quilinhos. Solto dicas sobre a absoluta prioridade da meditação e da contemplação para gerar a impressão que sou um homem de oração. Em algum momento não lembrado perdi a conexão entre a pureza interna do coração e as obras exteriores de devoção. No sentido mais humilhante da palavra, tornei-me um legalista. Caí vítima do T.S. Eliot chama de "o maior pecado de todos": fazer a coisa certa pelo motivo errado. (pág. 136)

2. Na adoração de domingo, como em toda dimensão da nossa existência, muitos de nós fingimos acreditar que somos pecadores. Consequentemente, tudo que podemos fazer é fingir acreditar que fomos perdoados. Como resultado, toda nossa vida espiritual é pseudo-arrependimento e pseudo-bem-aventurança. (pág. 137)

3. A Igreja institucional tornou-se alguém que inflige feridas nos que curam, em vez de ser alguém que cura os feridos. (pág. 16)


(Brennan Manning em "O evangelho maltrapilho", Ed. Mundo Cristão)