Um convite à unidade.

on segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Weslei Odair Orlandi



Meu coração está inclinado à unidade. Quando li há alguns anos atrás o best-seller “Uma igreja com propósitos”, escrito por Rick Warren, fui tocado por uma explicação que ele dá sobre a existência de muitas igrejas. Deus ama a diversidade, argumentou ele. Pense por um momento se Deus tivesse feito o mundo usando apenas o amarelo. Seria um tanto quanto insosso cultivar um jardim com flores de várias qualidades. No fim das contas seria tudo amarelo. Mas Deus pensou em tudo e deu-nos de presente uma multiplicidade fantástica de cores com as quais podemos nos deliciar infinitamente. Eureka! Para mim essa analogia de Warren explicou tudo.
Primeiramente, percebi que Deus nunca pretendeu nos chamar para a institucionalização do Reino, isto é, nunca quis que perdêssemos de vista a realidade do Salmo 133. Ele nunca quis privilegiar alguns em detrimento de outros. No entanto, o que se observa hoje – com as devidas exceções, é claro – é um movimento contrário, encabeçado por líderes personalistas, que se julgam os únicos autorizados pelo Espírito a encontrar espaço para o enraizamento da Igreja de Jesus Cristo. Tais líderes são arrogantes por causa da necessidade que têm de se estabelecer como referência em suas comunidades e com um orgulho discreto esnobam aqueles que não contabilizam os mesmos números que eles. De difícil percepção, porém inocultáveis, esses são os que se estabelecem como os detentores da verdade, como se o “Pai, perdoa-lhes” de Jesus Cristo na cruz fosse seletivo e não inclusivo e extensivo.
Outra coisa que discerni é que na dinâmica da unidade, Deus sempre reservou lugar para a diversidade. No projeto divino as portas devem estar sempre abertas pois, cada porta representa uma nova oportunidade. Há lugar para todos os estilos, liturgias e governos. Quando criança, às vezes brincava de “o mestre mandou”, uma diversão que exigia dos participantes obediência cega e sem questionamentos. Depois de adulto, descobri que ainda tem gente que continua brincando de o mestre mandou. Querem forjar a liberdade do Espírito Santo de se mover com liberdade para transformar os cidadãos do Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo em soldadinhos uniformizados. Alguns dentre esses valorizam as formas sem esboçar qualquer nesga de rubro ao desprezar os conteúdos.
Também fui tomado pela consciência súbita de que a diversidade fortalece o Reino e não o contrário. É exatamente disso que trata o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12. Ele diz “o corpo (a igreja) é um só e tem muitos membros”, v. 12. E acrescenta, “o fato de um ser pé enquanto o outro é orelha, ou olho, ou ouvido não faz do corpo um ser frágil, desprotegido e susceptível às doenças”. Um não é grande enquanto o outro é diminuto; fraco enquanto o outro é forte; honroso enquanto o outro vive a desonra. Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. A propósito, qual é o batista que nunca bebeu na fonte de um metodista, ou um assembleiano que nunca se valeu dos dons teológicos de um presbiteriano e vice-versa? Qual comunidade nunca se inspirou nas igrejas tradicionais e etc? Tenho em minha biblioteca livros oriundos de todos os segmentos evangélicos no Brasil e no exterior. Ao escrever esse artigo estou removendo de minhas lembranças frases, pensamentos e afirmações de todos esses queridos irmãos. Afinal, existimos e coexistimos para nos sentirmos seguros neste porto de unidade cujo gerador e preservador é o Espírito Santo.
Finalmente, compreendi que Deus nos quer e nos aceita totalmente iguais embora absolutamente diferentes. Parafraseando o grande apóstolo afirmo que “todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer luteranos, quer anglicanos, quer congregacionais, quer episcopais, quer sejamos uma grande denominação, quer sejamos igreja local, e todos temos bebido de um Espírito”.
Somos totalmente iguais ao crermos que “há um só corpo e um Espírito, como também fomos chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos”, Efésios 4:4-6. No que diz respeito às ordenanças litúrgicas, sistema de governo e outras engrenagens de somenos importância somos às vezes absolutamente diferentes. Isso pouco importa. O que devemos aprender é a não julgar para não ser julgado. A mensagem do cristianismo repousa na verdade que é Cristo, o libertador, e não na funcionalidade das instituições. Que continuemos a crer (ou, que comecemos a crer) no valor e na propriedade da sujeição incondicional ao governo dAquele que orou ao Pai pedindo que “todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”, Jo 17:21.
A essa altura só nos resta lembrar que o que nos une é maior do que o que nos separa e que o que nos faz crescer é a atuação do poder de Deus e não o mero esforço de pessoas habilidosas.


Deus cuida de seus filhos

on sábado, 22 de agosto de 2009


Weslei Odair Orlandi



Quanto mais leio a Bíblia, mais convencido e empolgado eu fico com alguns pontos fundamentais da natureza de Deus. Deus possui dois aspectos importantes na sua natureza que chamamos na teologia de atributos ou virtudes – atributos naturais e atributos morais.
O que eu sei e acredito sobre Ele, sobre a maneira como se relaciona conosco e como devo me relacionar com Ele são pontos muito importantes nos processos da nossa fé. Isso é decisivo para cada um de nós. Este deve ser nosso ponto de partida nesse artigo e essa é a razão porque eu gostaria que você prestasse bastante atenção àquilo sobre o que vamos conversar hoje.
Primeiro: Deus é onipotente – pode todas as coisas. Aliás, não crer na sua onipotência seria o mesmo que negar a sua existência. Segundo: Ele é onipresente – está em todos os lugares. Terceiro: Deus é onisciente – sabe todas as coisas.
Qual é a relevância prática desses atributos divinos para nós seres mortais? Toda. Se Deus é Onipotente, então é também soberano e tem todas as coisas sob o seu controle. Se Ele é Onipresente então está do meu lado e nEle eu posso encontrar o colo maternal, o braço paterno e a companhia do amigo mais chegado que um irmão. Se Ele é Onisciente então sabe e participa ativamente de cada área da minha vida não apenas como observador, mas, sobretudo como Provedor.
Lançados esses fundamentos, podemos avançar tendo como pressuposto o fato de que esses ensinos bíblicos trazem, portanto, algumas proibições para os discípulos de Cristo e que cada uma delas está intencional e consistentemente alicerçada na Soberania, Interatividade e Provisão de Deus. Se Deus é onipotente, Ele provê. Se Deus é onisciente, Ele sabe. Se Deus é onipresente, Ele participa. Se ele sabe, participa e provê então não faz sentido algum viver como se não soubéssemos disso, ou seja, precisamos levar a sério o que Jesus ensinou sobre o não andarmos ansiosos por coisa alguma. Temos que aceitar, crer e viver cada uma das palavras que o Mestre pronunciou. Segundo os registros inspirados de Mateus sobre o Sermão da Montanha estamos proibidos por Cristo de sentir as mesmas preocupações que os pagãos sentem as quais são questões pertinentes ao que haverão de comer, beber ou vestir. Além disso, estamos proibidos também de duvidar da sua provisão diária, de nos aproximarmos dele com os mesmos medos que levam os pagãos à presença de seus deuses e ainda de nos dedicarmos àquilo que Ele não nos convidou a fazer.
É relevante observarmos também que no Sermão da Montanha Jesus deu a cada uma dessas proibições uma explicação lógica – aliás, se eu não entender ou aceitar essas explicações não sou sob hipótese alguma um autêntico cristão; posso ser outra coisa qualquer, menos cristão. Existem na vida áreas mais importantes com as quais devo me preocupar do que comer, beber e vestir. Fazer a vida funcionar em torno dessas trivialidades não vai acrescentar nem um só milímetro de vida, quer seja em quantidade ou qualidade. Eu não preciso me preocupar com essas dimensões menos importantes da vida porque Deus já se preocupa com elas em meu lugar. Deus cuida de cada um de seus filhos e o faz com dedicação e excelência. A nós foram ordenadas outras tarefas.
Sendo assim, se Deus é quem a Bíblia diz que Ele é então eu devo me preocupar com assuntos mais nobres da minha existência como, por exemplo, com o Reino de Deus e seus valores de justiça, solidariedade, verdade e comunhão com o Pai. Isso deve nos bastar. Se Deus é Emanuel e sua provisão é diária e constante e, se Ele está do meu lado então não faz sentido algum preocupar-me com o dia de hoje e, ainda menos com aqueles que sequer existem ainda.
Revestidos dessa verdade não haverá um só espaço em nós para a ansiedade e seus correligionários destruidores da paz. Além do que, diga-se de passagem, Paulo nos ensinou a estarmos contentes com bem menos do que querem alguns neste tempo atual. Se possível, leia 1 Timóteo 6:8. Está aí uma verdade que precisa voltar a fulgurar com o devido destaque nos meandros da fé evangélica.

Os profetas

on terça-feira, 11 de agosto de 2009



Ricardo Gondim



Os profetas marcaram a história judaica por se oporem ao cerimonialismo religioso sustentado pela lógica sacrificial e pelo peleguismo sacerdotal. Eles forneceram conteúdos éticos à consciência política e ao tecido social. Os profetas encararam o rei para defender viúvas pobres. Amargaram a pobreza para denunciar desvios morais entre o povo.
Os profetas eram moscas que atrapalhavam a sala do perfumista corrupto; suas palavras, martelos que despedaçavam corações de pedra; seus olhos, faíscas do fogo consumidor da justiça. Se vidas corriam perigo, não temiam descer em fossas fétidas. Não havia dinheiro que os comprasse. Os profetas desmascaravam personagens que ritualizavam a espiritualidade, desdouravam promessas de paz e caminhavam na contramão do sucesso.
Os profetas detectavam os blefes do jogo do poder. De dedo em riste, saiam do palácio para clamar no deserto. Mesmo sabendo que não seriam ouvidos, insistiam em prenunciar os despenhadeiros que a falta de amor abria. Prometiam trevas pela falta de ética e morte pelo egoismo. Desprezados em vida, precisaram esperar que o futuro lhes desse razão. Mas mesmo assim perseveram sob ameaça de assassinato e ostracismo.
Os profetas sentiram as dores divinas. Percebendo que a história descambava, se colocavam na brecha. Vendo que os acontecimentos fugiam do controle divino, vociferavam maldições. Os profetas sofriam, indignados com a banalização da vida e com a morte desnecessária de inocentes. Mais que porta-vozes do além, encarnavam o coração paterno de Deus.
Os profetas foram sentinelas nas muralhas que protegiam as cidades, bússulas na incipiente ética primitiva, faróis da esperança futura. Israel deve a eles sua permanência histórica mesmo tendo sido considerado uma Sodoma e se mostrado mais vil que os povos inumanos que o rodeavam. O judeu só não desapareceu como esterco da história devido a Isaías, Ezequiel, Oséias e outros.
Os profetas continuam necessários. Sem eles, as pedras clamam, Deus não fala, o futuro inexiste, toda a perspectiva se esgarça e o inferno se viabiliza. Nunca se precisou tanto deles, principalmente, agora, nesse protestantismo cooptado pelo mercado e instrumentalizado pela ganância.


Soli Deo Gloria





(Fonte: http://www.ricardogondim.com.br/)

You are not alone.

on sábado, 8 de agosto de 2009


Ellen Caroline Valvassori


I believe EVERYone feels lonely any time in life.And nobody likes to be lonely. That's why we have friends, and family.
I'm sure I have good friends whom I can trust. But I cannot expect toomuch from them.No matter how much you trust your friends, how good they are,I'm sure I can say they can fail you, just because every human can fail.But there is one who will never fail, that one is God.In Hebrews 13:5 He says "Never will I forsake you, never will I leave you." Some of us are blessed with friends whom we can trust till death, whom we can tell 99.9% of our things, but even the best friends on earth canfail, because people are limited, they can't be with you as God can bewith you. People come and go, people can't always be there right whenyou need, and when they can, they can't always give the right answer,the right advice, or the right feeling of comfort you were expecting for.But God, who is the truth, said "I will never leave you, I will never forsakeyou." It is true that God can show His love to us through people, and He does that! It is true that, through people, we can see that He cares for us.He USES other people to bless us! Sometimes you need a hug, and Godputs someone on your way just to hug you! Sometimes you need someoneto hear you, and God uses a friend of yours to hear you, to understand you,and to give you the right advice!
BUT, sometimes He doesn't! He does the opposite! He allows everyone youneed to get out of your way just when you need the most, and when youare with your friends, they feel like a pain relief but they don't have anysolution for your feeling of lonelyness. When you're with them you distractyourself, you entertain yourself, you forget your problems and have a lotof fun, and that's great! BUT, when you are not with them, you feel alone,not in the sense of being on your own, which you obviously are, but in the sense of being lonely. Then you feel bored to death, because there'sno one to have fun with. Sometimes God allows that to happen. He allows us to realize that we arealone, because He wants us to look at Him. He wants us to talk to Him,He wants us to be His friends, He wants us to have a personal relationshipwith Him. Because sometimes we get addicted to people, we forget to search for help directly from the source, that is God. We know who God is,we believe He can help us, but we lose the most important, the relationship,the friendship with Him. One thing is to know God as your savior. Another
thing is to know Him as your friend. And that's what He wants from us,
our friendship. God wants us to have a life of prayer. He wants to talk to us, He wants to spend time with us, He wants to be our friend. It is great to spend time with our friends, and thank God for the friendswe have! But, if everytime you're alone, you talk to Jesus, you will never be
alone. If everytime we are alone, we talk to Him, we praise his name, we
worship Him, we thank Him, we try to listen to his voice, we just spend time
with Him, and BE with Him, we will never be alone.

It's so much easier to cry to a friend who will go like "Oh, don't cry, everything will
be all right. Don't cry!" But your friends cannot heal your wounds, and Jesus can!
Your friends cannot restore your spirit, and Jesus can, Jesus can change everything.
because He is the one who can do the miracles your need in your life.

And many times your friends don't even want to hear you crying! Many times not
even your mom or dad, or your spouse can stand your pain, because people have
their own problems! People are limited! But Gof is not!
Isaiah 58:9 says "Then you will call, and and the Lord will answer. You will cry, and
He will say, 'Here I am'."
Jeremiah 29:12 "Then you will call upon Me and come and pray to Me, and I will
listen to you".
Of course God prepares people and moments for people to help you, but we NEED
to have God as our friend and our main source of help.
In John 14:16-17 Jesus says "Then I will ask My Father and He will give you another Helper. He will be with you
forever. He is the Spirit of Truth. The world cannot receive Him. It does not see Him
or know Him. You know Him because He lives with you and will be in you.."

O desafio de tornar-se semelhante a Jesus.


Weslei Odair Orlandi



“Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8:29). Há nos evangelhos pelo menos duas outras grandes afirmações de Jesus que fazem coro a essas palavras de Paulo escritas aos Romanos (e também muitas outras em toda a Bíblia). São elas:
Lucas 6:40 – “O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre”.
João 14:12 – “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para o meu pai”.
Porém é difícil imaginarmos como isso pode acontecer. Temos a tendência de nos desautorizarmos à prática dessa “aventura” enfatizando quem Ele é também a distância que há entre nós e Sua pessoa. Como posso tornar-me semelhante a Jesus? – indagamos esquivos – Ele é Todo-poderoso, Santo e divino; eu sou pó da terra, pecador e homem.
Esse é o engano que me proponho a desfazer neste artigo. Podemos sim – e vamos – nos tornar semelhantes a Cristo por uma razão simples: ele nunca nos convidou a sermos iguais a Ele a partir do seu estado original de glória. Sua chamada é para que o nivelamento se dê a partir de sua encarnação. Este é o Cristo dos Evangelhos, o paradigma perfeito que o Pai nos deu.
O maior e mais nobre argumento em favor da nossa mudança na direção de sua imagem está não no seu retorno ao céu, mas na sua descida à Terra. Cristo negou-se em nosso favor, para nos dar a possibilidade de nos negarmos por Ele. “Sendo (ele) em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:5-8 – acréscimo meu). Seu convite para fazermos as mesmas obras não aconteceu tendo em vista as questões verticais da sua existência, mas as horizontais. Foi quando Ele esteve de igual para igual que o desafio para nossa metamorfose foi lançado.
Tudo que Ele fez nós podemos fazer; tudo que Ele foi nós podemos ser; tudo que Ele superou nós podemos superar; tudo que Ele suportou nós podemos suportar uma vez que todas as suas obras se deram na sua humanidade.
Tornaremos-nos discípulos seus, agiremos como Ele agiu, viveremos como Ele viveu porque em nenhum de seus atos ele se valeu da sua condição original.
Como homem (e não como Deus) Hb 2:10 diz que “ele foi consagrado pelas aflições”, “em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4:15), “ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Hb 5:8). Tendo em mente a encarnação e não a glorificação 1 Pedro 5:21-23 diz: “porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas, o qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano, o qual quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”.
A mensagem bíblica de que nós podemos nos fazer semelhante a Cristo é, portanto, totalmente praticável. Jesus pode ser imitado, pode ser o nosso modelo, o parâmetro da nossa fé, pois como nós teve fome, medo, sentiu tristeza, emocionou-se, sentiu cansaço, dores e fadiga. Sua humanidade foi assumida com tal intensidade que no Getsêmani precisou da companhia de um anjo para confortá-lo; no Calvário ao sentir-se desamparado até mesmo pelo Pai a encarnação atingiu seu ponto mais elevado.
Ser semelhante a Cristo é possível, pois não significa desumanizar-se, mas sim tornar-se mais humano, mais solidário, compreensível, amável e misericordioso. Não significa libertar-se totalmente dos infortúnios dessa vida, mas sim acreditar que os valores, os princípios e as virtudes do Evangelho bastam para que enfrentemos a vida com todas as suas vicissitudes. Não significa deixar a terra descolando-se da realidade, mas ser devolvido a ela na plenitude do Espírito e no poder da Palavra.