Seminário Teológico Trindade.

on quarta-feira, 24 de junho de 2009

No dia 29 de junho de 2009, no templo da Igreja do Evangelho Pleno, estaremos realizando
a assembleia de fundação do Seminário Teológico Trindade em Umuarama - Pr.
Os interessados em participar dessa conquista devem estar presentes no local às 20 horas.

Ocupação e tédio.

on sexta-feira, 19 de junho de 2009


O grande paradoxo de nosso tempo é que muitos de nós estamos ocupados e entediados ao mesmo tempo. Enquanto corremos de um evento a outro, indagamos, no fundo de nosso ser, se realmente algo está acontecendo. Enquanto dificilmente conseguimos dar conta de nossas muitas tarefas e obrigações, não estamos tão certos de que isso fará, afinal, qualquer diferença caso não façamos nada.


(Henry Nowven em "Tudo se fez novo", pág. 33 - Ed. Palavra)

Porque Deus não é o número 1.


Weslei Odair Orlandi


Por muito tempo eu ensinei que Deus deve ser o número 1 da minha vida e que todas as coisas devem se tornar secundária. Mudei de ideia. Não penso mais assim e, portanto, não vou ensinar mais que o topo da lista deve ser o lugar de Deus em nossas vidas. Não se assuste. Não abandone a leitura desse artigo e, por favor, não tire conclusões precipitadas. Eu explico por que. Eugene Peterson diz que nós mudamos as palavras e então elas nos mudam. Isso vale também para os conceitos. Se nós os mudamos eles também nos mudam.
O problema de vivermos essa lógica matemática (Deus primeiro e depois outras coisas) é que passamos a ver tudo como uma hierarquia, uma pirâmide. Se colocamos Deus no topo, o que isso realmente significa? Quanto tempo vamos dedicar a ele antes de podermos cuidar das outras coisas? Deus não pode ser o número 1 da nossa vida porque ele não quer ocupar apenas um espaço de nós – neste caso, o topo da lista. Mesmo que pudéssemos dar a ele o maior pedaço da nossa vida, não é isso que Ele quer. Deus nos quer por inteiro e não apenas parte de nós ou do nosso dia. Ele não quer ser o primeiro numa lista de valores. Ele quer estar no centro de tudo. Ele quer viver conosco todas as coisas.
Você pode até achar que isso não tem importância, mas tem. Especialmente porque vivemos num mundo de pessoas ocupadas. Henry Nowven em seu livro “Tudo se fez novo” afirma que em nossa geração “estar ocupado tornou-se um símbolo de status (...) Ser ocupado e ser importante parecem significar a mesma coisa”. Pensando assim torna-se vantajoso dizermos que não temos tempo pra nada, que estamos com a agenda sempre cheia. Só há um problema: com a mesma intensidade que estamos nos ocupando exteriormente, estamos também nos desocupando interiormente. Estamos cada vez mais cheios, e também cada vez mais vazios; cada vez mais ocupados, e também cada vez mais desconectados. Estamos em todos os lugares, mas nunca em lugar algum.
É aqui que precisamos fazer nossa primeira parada e perguntarmos: E Deus? Se não temos tempo para comer, temos tempo para orar? Se não temos tempo para a família, temos tempo para a Bíblia? Se não temos tempo para ir à igreja, temos tempo para ir ao quarto, dobrarmos nossos joelhos e passarmos um tempo em meditação?
Quando Deus se torna um item da nossa lista e não o centro de tudo esse é o resultado. Não conseguimos viver uma espiritualidade autêntica. Corremos o dia todo, a semana toda tentando completar a lista de serviço para depois tirarmos um tempo com Ele e a conclusão é sempre a mesma: nunca ou quase nunca conseguimos. Reflita sobre esse exemplo prático: o domingo tem se transformado para muitos cristãos um dia de atraso e fadiga física e emocional e não o dia de descanso ou o Dia do Senhor como o era anos atrás. Porém, Deus não pede para pararmos com tudo, para nos afastarmos de nossos compromissos e ir viver numa fazenda longe da civilização ou num mosteiro no topo de uma montanha longe de tudo e de todos. Essa nunca foi nem nunca será a solução.
O que nós precisamos é reorganizar a nossa vida; tirar Deus do topo da lista para reconduzi-lo ao centro de tudo. Esta é a lição que aprendemos com a organização do acampamento de Israel durante seus 40 anos de peregrinação no deserto. Naquele período quando paravam para descansar, o tabernáculo era levantado no meio da congregação enquanto todas as tribos permaneciam à volta dele e inclusive com a entrada das tendas voltadas para ele. É o que determinou o Senhor. “Os filhos de Israel se acamparão junto ao seu estandarte, segundo as insígnias da casa de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da congregação se acamparão”, Nm 2:2 (RA). Deus não pediu para estar à frente do acampamento, mas para estar no meio, no centro da vida, decisões e tarefas do povo.
Outro texto digno de nota é Colossenses 1:17. Vejam o que Paulo escreveu: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. O que temos aqui é uma declaração inquestionável da centralidade de Cristo ao integrar o universo, sendo o centro de coerência ou de coesão de todas as coisas. Quando se diz mais adiante no mesmo texto que Ele é primogênito, longe de se declarar aí que Cristo foi criado primeiro o que se deve salientar é que ele é o alvo de toda a criação com direito de primogenitura – de herdar todas as coisas. Assim, resta-nos concordar que Deus não pode ser o número 1 da nossa vida senão o centro de tudo. É como se Ele fosse o sol e nós os planetas – aliás uma metáfora silenciosa mas pertinente. Deus no centro, enquanto nós gravitamos ao seu redor.
É pena que Galileu Galilei não tenha sido teólogo. Quem sabe ele não teria nos ajudado saber da centralidade de Cristo há mais tempo. Mas, tudo bem. Cada coisa a seu tempo. Primeiro reconduzimos o sol ao seu devido lugar – um grande avanço; agora reconduzamos Cristo para o centro. Desse modo e somente assim poderemos entender em definitivo o que Paulo pensava quando afirmou “portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” e ainda “quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”, 1 Co 10:31; Cl 3:17.

Salvos da perfeição.

on quarta-feira, 10 de junho de 2009


Deus de tão perfeito conheceu a plenitude do tédio. De tão cercado pelo idêntico a si mesmo, incapaz de dizer por que hoje não é apenas um reflexo de ontem, sem jamais ter sonhado com um outro dia, enfadado com a previsibilidade de um mundo impecável, inventou o amor. Ou seria, preferiu amar?

A invenção do amor, ou dos amigos, é o encontro com o imperfeito e aqui está a sua grandeza. Nada se compara ao êxtase da imaginação, à adrenalina do inusitado, ao ciúme diante do livre amante, à ardência do anseio pelo melhor, ao sabor fugidio do fugaz, à satisfação de um mundo transformado, ao descanso gostosamente dolorido diante do que não mais é caos. Sensações próprias da vida imperfeita, do que está para sempre para ser, dos que sempre podem desejar uma outra coisa. Dos humanos.

Logo depois de inventar o imperfeito, Deus conheceu a lágrima da frustração. A dor mais feliz que espíritos livres sentem. Viu as costas dos que mais amou. Duvidou sem desistir, o Criador chorou mais uma vez. Desta lágrima descobriu o perdão. Lágrima esquentada com afeto e graça.

Malcompreendido pelos amigos, inimigos tolos, pecado, recobriram-no de ídolo. De tão cansados do incerto, angustiados por tanta liberdade, os amigos inventaram ídolos, pretensos profetas e arrogantes senhores do futuro, sacerdotes e magos de um deus acuado, cristos milagreiros da mesmice ressurreta. Inventaram a religião, vestiram-se de absoluto.

Deus, que do absoluto fugiu em desespero, que inventara o imperfeito, imperfeito se fez. Inventou-se entre os incertos. Aperfeiçoou a imperfeição. Humanizou-se entre humanos. De tão impreciso, despido das forças do absoluto, igualmente inapreensível, excepcionalmente frágil, tão vivo e tão morto, descortinou o absoluto como quem desnuda o que é mau.


Imperfeito, salvou-nos da perfeição.


(Texto de Elienai Cabral na aberturado mais novo lançamento da Ultimato:Salvos da Perfeição)

A ordem é recomeçar.

on quinta-feira, 4 de junho de 2009



Weslei Odair Orlandi


Uma das tarefas mais difíceis é recomeçar. Difícil, pois exige que voltemos ao ponto onde tudo aconteceu, que voltemos ao momento em que a tristeza tomou o lugar da alegria, que percorramos de novo os mesmos caminhos, olhemos para os mesmos horizontes, gastemos tudo de novo, sintamos as mesmas canseiras, enfrentemos os mesmos desafios, sepultemos o velho para dar lugar ao novo.
Recomeçar é ter de retornar ao lugar onde tudo deu errado, onde os sonhos foram frustrados, os projetos abandonados, a vida interrompida. É admitir em alguns casos que errou, que não foi esperto o suficiente, que não soube ouvir conselhos, que não soube a hora de avançar, de recuar, de esperar. Enfim, recomeçar é ter de ver outras pessoas nos ultrapassando e deixando para trás apenas um rastro de poeira.
A verdade, porém, não pode ser ocultada: todos nós precisamos recomeçar muitas coisas em muitas áreas da nossa vida. Desde a vida com Deus que foi preterida até o casamento malfadado, tudo – estudos, trabalho, projetos de viagem, questões emocionais – pode experimentar um novo começo.
Obviamente, não é fácil o reinício. É preciso coragem, determinação e boa dose de otimismo. A boa notícia, entretanto, é que sim, nós podemos restaurar o que foi destruído.
Lendo essa semana o livro de Ageu e pensando no que estavam passando os repatriados de Judá ao se depararem com a necessidade de reconstruir o Templo em Jerusalém, deparei-me no capítulo dois com quatro princípios que Deus ensinou a eles afim de os levantar do chão. Compartilho-os com você por acreditar neles.
Um: esqueça o passado. Se você deseja recuperar o tempo perdido então ouça o que está escrito em Eclesiastes 7:10 – “Nunca digas: por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque nunca com sabedoria isso perguntarias”. Isto é, desista da ideia de que a sua vida nunca mais voltará a ser boa como nos anos anteriores. É verdade que o passado nunca deixará de existir. Ninguém consegue deletar o dia de ontem da sua memória, a não ser que fique doente e passe a sofrer de amnésia. A memória é uma parte importante da nossa existência. Sem ela não saberíamos quem somos. O problema, entretanto, não está nas lembranças, mas na maneira como lidamos com elas. Se você não consegue se livrar do seu passado, se para você tudo era bom naquele tempo, mas agora nada presta, então você está doente e precisa tratar da sua memória. Paulo foi um homem de muitos recomeços. Seu segredo, contudo, não foi não possuir sentimentos, mas estar disposto a abrir mão do ontem para viver o hoje.
Aceite essa verdade: não se prenda ao passado. Não viva de saudosismos. Não importa o que você já fez ou o que você já viveu. Não importa se no passado seu casamento foi uma bênção, se você leu a Bíblia várias vezes, se comprou carro zero, se foi usado por Deus. O que importa é o que vai ser daqui para frente. Se o primeiro Templo tinha ouro e o de agora não vai ter mais do que cortinas, paciência. O mais importante é que você ainda está vivo e que o projeto de Deus para sua vida ainda não terminou.
Dois: pare de ouvir quem não tem nada de bom para lhe falar. Esteja atento à voz certa. Concentre-se em ouvir o que Deus está lhe dizendo. Tem gente que não acredita em você, que não acredita no seu potencial, na sua capacidade de dar a volta por cima. Nada disso deve incomodá-lo. O que conta é que Deus não desistiu de você. Enquanto os inimigos de Judá procuravam desestimular o povo com palavras negativas, acusando-os de erros que eles não estavam praticando, Deus levantou a sua voz e disse ao povo palavras de encorajamento e incentivo: esforça-te, trabalha, não tenha medo e mais: “Eu sou convosco”. Quão reconfortante é ouvir isso. Assim, não dê ouvidos aos “factóides” (mentira bem arrumada com cara de verdade, mas com base infundanda) de quem não tem nada para acrescentar.
Três: lembre-se de que os recursos de Deus são inesgotáveis. Para quem já não conseguia ver sequer o Templo reconstruído veja o que Deus tem para dizer: “farei tremer todas as nações, e virá o desejado de todas as nações. Minha é a prata e meu é ouro”. Embora alguns intérpretes vejam aqui uma referência ao Messias, outros vêem apenas uma referência aos tesouros que os gentios trariam à casa de Deus em tempos futuros. Eu aceito essa interpretação por estar mais de acordo com o contexto imediato que é o versículo oito. Na verdade o que Deus quer mostrar ao povo é que embora eles sejam poucos e tenham poucos recursos, Deus continua sendo o Todo Poderoso e o Senhor absoluto de todas as coisas. Ele tira força da fraqueza. Confunde os sábios usando os simples,chama o que não é para ocupar o lugar do que já é. Não existe nada difícil demais para Deus. Operando ele quem impedirá?
Deus tem tudo aos seus pés. Ele é o Senhor das Leis, o Rei do Universo, o Deus das nações. Todos anjos estão ao seu serviço. Ao som da sua voz os rios, os mares, os peixes, as aves e toda a natureza se prostram diante dele. Deus tem poder sobre vulcões, furacões, terremotos, maremotos. Ele dá ordem às nuvens e elas se transformam em chuva. Ele fala novamente e elas se dissipam. Não importa onde você está nem qual é a sua situação. Há um Deus nos céus e em suas mãos estão as fontes da vida.
Quatro: não duvide de que o melhor de Deus ainda está por vir. “Quem há entre vós que, tendo ficado, viu esta casa na sua primeira glória? A glória desta última casa será maior do que a primeira e neste lugar darei a paz”.
Não se esqueça de que foi depois de cometer um assassinato no Egito e de viver 40 anos de reclusão na terra dos Midianitas que Moisés tornou-se verdadeiramente um homem dedicado, generoso e poderosamente usado nas mãos de Deus. Elias não fez seu sucessor senão depois de 40 dias de depressão profunda. Pedro não foi o grande apóstolo senão depois de negar a Cristo e voltar para seu barco de pesca às margens do Mar da Galiléia.
O melhor de Deus ainda está por vir. Como a fênix da mitologia, Deus o levantará das cinzas e o colocará em uma posição de honra e de destaque. O melhor de Deus ainda não aconteceu. É assim que devemos viver. De esperança em esperança. De recomeço em recomeço até que finalmente um dia saltemos para a eternidade e aí sim, o melhor de Deus será totalmente real, cada vez mais visível e cada vez mais abundante.
Se hoje não está fácil para você, lembre-se de que o caminho de Jesus foi longo, doloroso e solitário antes de chegar à sua conquista final. Paulo antes de alcançar seus sonhos foi preso, sofreu naufrágios, foi chicoteado, apedrejado e perseguido. Nada disso porém, foi suficiente para impedir o avanço deles. Uma só certeza eles possuíam: aquele que perseverar até o fim ganhará a coroa da vida.
Isso basta. Ergamos a nossa cabeça e sejamos corajosos.

Contingência e o voo 447


Ricardo Gondim


O mundo está em choque. De novo a contingência mostra sua cara na tragédia do vôo da Air France. Vale lembrar: contingência significa que os acontecimentos não são sempre necessários. Quando ocorre alguma coisa sem uma razão que a explique ou justifique. Contingência gera imprevisto; fatos que escapam à engrenagem da causa e do efeito. Um avião cai porque o mundo é contingente, não porque tenha sido vítima do destino ou de um plano de Deus.
Diz-se no senso comum que as pessoas só morrem quando chega a hora. Caso isso fosse verdadeiro, o destino reuniu em uma aeronave as pessoas que deveriam morrer naquele dia. Isso daria à fatalidade um poder apavorante. Impossível pensar que gente de mais de trinta países entrou no vôo 447 sem saber que obedecia a uma força cega, que determinava aquele como o último dia de suas vidas.
Igualmente, acreditar que Deus permite a queda do avião porque tem algum propósito, soa esquisito. Cada pessoa, com histórias, projetos, sonhos, foi arrancada da existência para que se cumprisse qual objetivo? Um objetivo macro? Isto é, para que a humanidade aprendesse ou se arrependesse? Isso faria com que as biografias fossem descartáveis, desprezíveis. O Divino Oleiro, sem precisar se explicar, afogaria tanta gente para conduzir a macro história para o fim glorioso? Sim? Mesmo que exista esse deus, eu não o quero.
Também, algumas pessoas aceitam que Deus tem um plano para cada morte individual. Verdade, ele é Deus, tem todo o poder e é capaz de reunir, em um só lugar, quem deveria morrer. Mas também é bom. Então todos os passageiros foram eleitos para cumprir qual bem? Satisfaz pensar que o bem de ceifar tantas vidas, mesmo sem nenhum sentido do lado de cá, está garantido na eternidade? (Deus sabe o que faz?!?!) Como explicar tal conceito para pais, filhos e parentes desolados? Todos acorrentados à trágica realidade que lhes roubou de seus queridos.
A idéia de que Deus tem um plano para cada morte se esvazia diante dos números. Um avião caiu, mas o que dizer dos incontáveis acidentes de todos os dias? O que dizer das balas perdidas que aleijam transeuntes? E dos erros médicos ou dos acidentes de trânsito? Recentemente uma senhora de nossa comunidade caiu da laje da casa em construção. Ela fotografava a obra para que a filha ajudasse com as despesas do acabamento. Quebrou a coluna e ficou paraplégica. A última explicação que se poderia dar é que Deus tinha um plano em deixá-la paralítica.
Jesus nunca cogitou o mundo sem contingência. Pelo contrário, não atrelou a queda de uma torre aos desígnios divinos; não disse que a cegueira do homem era consequência causal das ações interiores, dele ou de seus pais; advertiu que os seus discípulos enfrentariam tempestade, aflição e morte.
Contingência é o espaço da liberdade, portanto, da condição humana. Sem contingência nos desumanizaríamos. A consciência do risco de adoecer e da imprevisibilidade da morte súbita é o preço que pagamos por nossa humanidade.
O desastre do avião mostra a inutilidade de pensar que o exercício correto da religião e a capacidade tecnológica mais excelente sejam suficientes para anular a contingência. Nossa vida é imprecisa e efêmera. Portanto, vivamos intensamente. Cada instante pode ser o último – Carpe Diem!
Soli Deo Gloria