Deus cuida de seus filhos

on sábado, 22 de agosto de 2009


Weslei Odair Orlandi



Quanto mais leio a Bíblia, mais convencido e empolgado eu fico com alguns pontos fundamentais da natureza de Deus. Deus possui dois aspectos importantes na sua natureza que chamamos na teologia de atributos ou virtudes – atributos naturais e atributos morais.
O que eu sei e acredito sobre Ele, sobre a maneira como se relaciona conosco e como devo me relacionar com Ele são pontos muito importantes nos processos da nossa fé. Isso é decisivo para cada um de nós. Este deve ser nosso ponto de partida nesse artigo e essa é a razão porque eu gostaria que você prestasse bastante atenção àquilo sobre o que vamos conversar hoje.
Primeiro: Deus é onipotente – pode todas as coisas. Aliás, não crer na sua onipotência seria o mesmo que negar a sua existência. Segundo: Ele é onipresente – está em todos os lugares. Terceiro: Deus é onisciente – sabe todas as coisas.
Qual é a relevância prática desses atributos divinos para nós seres mortais? Toda. Se Deus é Onipotente, então é também soberano e tem todas as coisas sob o seu controle. Se Ele é Onipresente então está do meu lado e nEle eu posso encontrar o colo maternal, o braço paterno e a companhia do amigo mais chegado que um irmão. Se Ele é Onisciente então sabe e participa ativamente de cada área da minha vida não apenas como observador, mas, sobretudo como Provedor.
Lançados esses fundamentos, podemos avançar tendo como pressuposto o fato de que esses ensinos bíblicos trazem, portanto, algumas proibições para os discípulos de Cristo e que cada uma delas está intencional e consistentemente alicerçada na Soberania, Interatividade e Provisão de Deus. Se Deus é onipotente, Ele provê. Se Deus é onisciente, Ele sabe. Se Deus é onipresente, Ele participa. Se ele sabe, participa e provê então não faz sentido algum viver como se não soubéssemos disso, ou seja, precisamos levar a sério o que Jesus ensinou sobre o não andarmos ansiosos por coisa alguma. Temos que aceitar, crer e viver cada uma das palavras que o Mestre pronunciou. Segundo os registros inspirados de Mateus sobre o Sermão da Montanha estamos proibidos por Cristo de sentir as mesmas preocupações que os pagãos sentem as quais são questões pertinentes ao que haverão de comer, beber ou vestir. Além disso, estamos proibidos também de duvidar da sua provisão diária, de nos aproximarmos dele com os mesmos medos que levam os pagãos à presença de seus deuses e ainda de nos dedicarmos àquilo que Ele não nos convidou a fazer.
É relevante observarmos também que no Sermão da Montanha Jesus deu a cada uma dessas proibições uma explicação lógica – aliás, se eu não entender ou aceitar essas explicações não sou sob hipótese alguma um autêntico cristão; posso ser outra coisa qualquer, menos cristão. Existem na vida áreas mais importantes com as quais devo me preocupar do que comer, beber e vestir. Fazer a vida funcionar em torno dessas trivialidades não vai acrescentar nem um só milímetro de vida, quer seja em quantidade ou qualidade. Eu não preciso me preocupar com essas dimensões menos importantes da vida porque Deus já se preocupa com elas em meu lugar. Deus cuida de cada um de seus filhos e o faz com dedicação e excelência. A nós foram ordenadas outras tarefas.
Sendo assim, se Deus é quem a Bíblia diz que Ele é então eu devo me preocupar com assuntos mais nobres da minha existência como, por exemplo, com o Reino de Deus e seus valores de justiça, solidariedade, verdade e comunhão com o Pai. Isso deve nos bastar. Se Deus é Emanuel e sua provisão é diária e constante e, se Ele está do meu lado então não faz sentido algum preocupar-me com o dia de hoje e, ainda menos com aqueles que sequer existem ainda.
Revestidos dessa verdade não haverá um só espaço em nós para a ansiedade e seus correligionários destruidores da paz. Além do que, diga-se de passagem, Paulo nos ensinou a estarmos contentes com bem menos do que querem alguns neste tempo atual. Se possível, leia 1 Timóteo 6:8. Está aí uma verdade que precisa voltar a fulgurar com o devido destaque nos meandros da fé evangélica.