AMOR SUBLIME E VERDADEIRO.

on sábado, 17 de setembro de 2011


WESLEI ODAIR ORLANDI 



            Nenhum conceito ou ideia é mais popular do que a palavra “amor”. O amor está presente ou é solicitado em todos os setores da vida humana segundo após segundo. Todos querem amar e ser amados, mas, afinal de contas o que é de verdade, o amor?
 Luis de Camões deu ao amor o seguinte significado:

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

            Mas, veja como Jesus, o amor feito homem, o definiu: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”. (João 15.12)
            O que significam estas palavras de Jesus?
            1. Que o amor não é apenas um ideal a ser perseguido, mas uma ordem a ser obedecida – “o meu mandamento é este: que vos ameis”.
            2. Que o amor não é apenas um sentimento, mas, sobretudo, uma decisão possível a todos – por isso é mandamento.
            Eu posso decidir amar, assim como desistir de amar, pois o amor é comportamental. Por isso ler o livro de Rute é sempre tão rico e oportuno. Temos ali a história de uma mulher que amou, não com palavras, mas com gestos, ações, decisões e perseverança.
          O livro fala de três mulheres: Noemi, Orfa e Rute. Orfa é a nora que chora diante das palavras de Noemi, a sogra, mas que se despede com um beijo voltando para casa deixando claro sua indisposição de correr o risco de perpetuar sua viuvez. Rute, porém, se mantém firme. Seu amor é sublime e verdadeiro.
            Amor sublime e verdadeiro: este é também o amor que devemos ter e que Rute nos faz conhecer. Vejamos à luz de sua biografia quando “isso” que chamamos de amor também possui essas características:

            O amor é sublime e verdadeiro quando:

1. Fecha os olhos para as circunstâncias – Rute 1. 11-13.

 Rute, assim como Orfa, está livre para voltar para casa, mas não o faz. Ela sabe dos riscos que está correndo ao ficar com Noemi, mas ainda assim decide continuar. Isso é amor sublime e verdadeiro. 
Quem ama abre mão dos seus direitos e privilégios. 
Quem ama deposita seus direitos no altar do sacrifício e os consagra ao outro. 
Quem ama não busca saber como anda a conta bancária do outro, pois seu amor não depende de números. 
Quem ama não busca salários, beleza, cultura, viagens, palácios e tudo mais que a vida possa proporcionar. Quem ama, simplesmente ama, não importam as circunstâncias.
O verdadeiro amor “em todo tempo” [lit.: tipos de tempos: sejam eles quais forem: bons ou ruins] ama o amigo”, Pv 17.17.

            O amor é sublime e verdadeiro quando:

2. Aceita como seu tudo aquilo que poderia ser apenas do outro – Rute 1. 16-17.

Quando o amor é verdadeiro encarnamos o outro e abrimos mão de nós mesmos.
 Quando o amor é verdadeiro os nossos gostos não são mais os nossos gostos, mas os do outro.
Quando o amor é verdadeiro a dor do outro é também a nossa dor, suas lágrimas são as nossas lágrimas, assim como sua riqueza, pobreza, desemprego, família, cultura e valores.
O verdadeiro amor não busca seus interesses, mas sim os do outro, 1 Co 13.5.

            O amor é sublime e verdadeiro quando:

3. Todos os dias é dia de começo nunca de fim – Rute 1. 17.

As palavras de Rute nesse versículo reforçam o que Paulo escreveu em 1 Co 13.8: “o amor jamais acaba”.
O verdadeiro amor sobrevive à morte. Interessante observar isso: o texto fala de separação pela morte, mas não de extinção do amor pela morte, ou seja, como diz Cantares 8.6 “o amor é [NVI: “tão ...quanto”] forte como a morte”. Em suma: "amor” que acaba é amor que nunca começou.
O verdadeiro amor sabe se reinventar e se adaptar todos os dias. Fica forte quando o outro enfraquece, se põe de é quando o outro cai, fica são quando o outro adoece, se encoraja quando o outro desanima. Nada o apaga. No máximo se separa do alvo de sua devoção quando a morte os separa. Só isso e nada mais.

3 comentários:

silvia disse...

muito boa esta mensagem
eu gostei,e é assim que devemos
ser como Ruth ,sempre demostrarmos
o nosso amor,falar que amamos é
muito fácil,viver é um pouco difícil
mas devemos viver por que é uma ordem

Alexandre Pitante disse...

Paz do Senhor,

Parabéns, pelo seu trabalho neste blog. Que Deus em Cristo Jesus continue lhe abençoando poderosamente.

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Fica com Deus.
Abraço em Cristo, Alexandre Pitante.

Geisel disse...

Muito bom...
Deus abençoe!