MEU NOVO BLOG.

on sábado, 31 de dezembro de 2011



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CONHEÇAM MEU NOVO BLOG.
NELE VOCÊ VAI ENCONTRAR ESBOÇOS DE MENSAGENS QUE TENHO PREGADO.
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Sou FICHA LIMPA, e você?

on segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Weslei Odair Orlandi

         Finalmente foi publicada em língua portuguesa a famosa produção literária de Eugene Peterson “A mensagem” (The message). Numa linguagem cativante e explicativa não duvido que fará em português o mesmo sucesso que tem feito em língua inglesa. Eu, que sempre aguardei por esse momento, já estou deliciando-me com essa riqueza e, confesso, é realmente valiosa!
         Hoje por exemplo deparei com o Salmo 32 e entusiasmado reli várias vezes o primeiro verso que diz: “Considere-se afortunado, feliz mesmo: você que ganhou um novo começo e cuja ficha está limpa”. Gostei muito dessa linguagem, especialmente, claro, por ela dizer que minha ficha está limpa!
         Ficha Limpa é uma expressão que se tornou popular entre os brasileiros que sonham com menos corrupção e que em forma de lei visa impedir que políticos com condenação na Justiça possam concorrer às eleições para funções legislativas e executivas.  Pena que ainda não saiu do papel. Ao menos não no Brasil, pois no Reino de Deus “ficha limpa” já é uma realidade.
         No Reino de nosso Senhor ficha limpa é todo aquele que tendo sido justificado pela fé em Cristo Jesus foi declarado inocente, justo e, portanto, apto para desfrutar da salvação que gratuitamente nos é oferecida por Jesus.
         De acordo com os escritos de Paulo aos Colossenses possuíamos outrora um escrito de dívida – uma nota promissória impagável – contrário a nós (Cl 2.14), mas que pela morte expiatória de Cristo foi cancelada nos dando novo alento. Na verdade o que Cristo fez foi “remover” qualquer acusação formal e legal que pesava contra nós pecadores contumazes possibilitando que agora sem ilegalidades ou meias-medidas possamos trilhar o caminho da salvação.
         Ser ficha limpa talvez não seja o sonho de consumo de todos os políticos no Brasil o que exigiria deles correção em seus atos o que também explica a incessante luta por protelar o dia em que a lei vai finalmente valer de verdade. Todavia, para nós cristãos essas palavras soam como o borbulhar das águas para o moribundo sedento.
         Eu, pela graça de Deus, sei que já posso dizer em alto e bom som: SOU FICHA LIMPA. Espero que você também já tenha recebido esse inefável presente de Nosso Bendito Benfeitor tendo se tornado num afortunado – feliz mesmo – cidadão do Eternamente Real e Incorrupto País chamado Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo onde recomeçar sem manchas e lembranças dolorosas não é utopia, mas fato consumado.

VIVA A LIBERDADE!

on quarta-feira, 19 de outubro de 2011

 
Weslei Odair Orlandi


 “Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne.” (Gálatas 5.13)

          No livro Religião e Repressão Rubem Alves faz a seguinte afirmação: “Os homens são pássaros que amam o voo, mas [que] têm medo de voar. Por isso abandonam o voo e se protegem nas gaiolas”.  Ele está certo. Os homens (leia: cristãos) afirmam amar a liberdade, mas de posse dela por medo fogem e se abrigam em salas escuras prendendo-se com correntes pesadíssimas. A liberdade parece amedrontar milhares de fiéis ainda hoje. Esses são os que ainda detêm a crença de que liberdade e vida santificada não podem caminhar juntas. Também vivi e ajudei propalar essa ideia por muitos anos. Graças a Deus, descobri em tempo que esse não é o ensino claro das Escrituras. Na verdade descobri mesmo é que alienar-se do mundo de tal maneira que todos os “erros” fossem evitados não me aproximaria mais da santidade de Deus e que de modo algum eu me tornaria menos pecador do que aqueles que vivessem livremente.
         De todos os ensinamentos bíblicos que me ajudaram nesse processo de libertação os escritos de Paulo foram de longe os mais importantes. A carta aos Gálatas, em especial, foi como encontrar um cântaro de água em meio ao deserto. Que prazer enorme me proporcionou a leitura de Gálatas 5.1 [“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão”] e 5.13 [“Vocês foram chamados para a liberdade”].
         Como é bom poder dizer nesse momento – recorrendo ainda a Rubem Alves – “Deus nos criou pássaros”.
         É um engano, entretanto, pensar que isso já está resolvido na mentalidade de todos. Milhares de homens-pássaros ainda não debutaram seu primeiro voo rumo à liberdade. Ainda vivem enfurnados num mundo de regras e sofrimentos. Mas, por que isso, se a o ensinamento bíblico cristão aponta outros caminhos? Por que ainda restam tantas dúvidas na mentalidade cristã?
         A resposta é simples: muitos ainda não compreenderam a diferença entre liberdade e libertinagem. Liberdade, porém – essa condição de que quem não está preso; de quem não está privado do direito de decidir; de quem não é obrigado a cumprir o desejo de outrem – em nada se assemelha com libertinagem, devassidão e desregramento. Quando Paulo fala aos Gálatas da necessidade de se firmarem na liberdade o que ele tem em mente é a crença judaizante de que para obtermos salvação precisamos de regras pesadas, de disciplinas corporais rígidas, de observância cega às leis e etc. Aos pregadores e aos seguidores dessa mensagem ele diz um retumbante “não”! Mil vezes, não! Nossa salvação não depende de regras forçosas, pois “pela graça somos salvos, por meio da fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus” (Ef 2.8).
         Entretanto, que fique bem claro a todos: essa liberdade não nos dá licença para darmos ocasião à carne. Afinal, fomos chamados para a liberdade [não precisamos mais das leis pesadas do AT para sermos salvos], mas não absolutamente não, não fomos chamados para a licenciosidade, para o pecado ou para quaisquer obras da carne.
          Liberdade e pecaminosidade não são parceiros no exercício da fé cristã. Em outra carta – dessa vez aos Romanos – Paulo indaga: “Que diremos então? Continuaremos no pecado para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?” (Rm 6.1-2).
  Logo, concluamos: fomos chamados para a liberdade e esta não tem relação alguma com o pecado muito embora ele esteja sempre rondando nossa “casa”.
    Cristo nos assegura sem exceções a liberdade, mas também nos ensina contundentemente a vivermos longe da carne – essa [nossa] natureza humana baixa, ignóbil e continuamente rebelde.  Assim, para que não nos sujemos e creiamos outra vez na necessidade de voltar às gaiolas fétidas da religião repressora em busca de águas purificadoras, dois princípios ensinados por Paulo devem ser avidamente estudados e abraçados por todos.
         O primeiro deles nos ensina que a verdadeira liberdade – aquela sem conchavos com a carne – será sempre “serva” do amor ao próximo:
         “Não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne, ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”. (Gálatas 5.13)
O que isso significa senão que eu, no uso de minha liberdade, jamais farei qualquer coisa que possa ser prejudicial ao outro e que como servo do amor o meu dever e o meu prazer será continuamente promover o bem coletivo e não a ruína? Sendo livre do legalismo e servo do amor eu jamais farei alguma coisa que sirva de tropeço ao outro (Romanos 14.13-22) o que resultará em indubitável santidade real e duradoura.
Nisso também Agostinho acertou em cheio. Perguntado certa feita sobre o que era permitido a um cristão fazer ele respondeu: “ame ao Senhor Deus sobre todas as coisas, ao seu próximo como a você mesmo, e faze o resto”.
O segundo princípio não menos importante nos ensina que a verdadeira liberdade estará sempre em sintonia profunda com o querer e a ação do Espírito:
“Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne”. (Gálatas 5.16)
A conclusão lógica e inquestionável só pode ser a de que a liberdade é totalmente possível, pois nada que é feito na direção do Espírito pode acabar em carnalidade. As obras da carne são totalmente más – Gl 5.19-21 – todavia o fruto do Espírito [resultado da Sua ação em nós] é absolutamente saudável – Gl 5.22.
Fica, dessa forma, bastante evidente que o homem-pássaro para ser santo não precisa de regras pesadas, de monitoramento 24 horas ou de quaisquer outros mecanismos de coerção. Quem ama o próximo como a si mesmo e tem profunda amizade e dependência do Espírito jamais se presta ao papel de carnal, ou seja, as virtudes morais oriundas da liberdade e espiritualidade cristã são manifestações totalmente possíveis na vida humana e nada devem às manifestações pecaminosas da velha natureza caída.
Foram necessários anos de caminhada e intensa leitura e reflexão bíblica até que finalmente eu não sofresse mais recaída e horas de dolorosas dúvidas quanto ao teor da liberdade cristã. Mas agora que o grito da liberdade já foi gerado e consumado no meu peito, adeus, gaiolas! Que voem os homens-pássaros. Viva a liberdade!

Atos: a história inconclusa

on sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Weslei Odair Orlandi

A história de um povo ou pessoa é sempre muito importante. Eu gosto de ler e estudar história. Com ela eu aprendo sobre o passado e ao relacioná-lo com o presente crio bases sólidas para o presente e o futuro. Gosto de ler biografias; gosto de conhecer a origem das coisas, os caminhos e os desdobramentos de uma decisão. E a razão disso é que eu também estou presente na história. Eu não vivo noutro mundo, desconectado de tudo e de todos, mas faço parte de um todo ainda incompleto.
Atos dos apóstolos é um livro de histórias, e por isso leio-o sempre; um livro de histórias surpreendentes sobre os primeiros movimentos da Igreja, suas primeiras experiências e também das primeiras ações do Espírito no período pós-Evangelhos. Em Atos temos o registro de como tudo começou o que faz dele, portanto, um livro de começos. Temos neste livro o primeiro grande avivamento (Atos 2); o primeiro sermão em Jerusalém (Atos 2); o primeiro mártir cristão (Atos 7); o primeiro sermão aos samaritanos (Atos 8); o primeiro sermão aos gentios (Atos 10); a primeira viagem missionária (Atos 13) e também o primeiro concílio (Atos 15).
Mas o que me chama ainda mais a atenção é como Lucas encerra o livro de Atos. Leia os dois últimos versículos do capítulo 28 e observe: “E Paulo ficou dois anos inteiros [...] pregando [...] sem impedimento algum.
“Sem impedimento algum”. Pode até parecer sem propósito essas três palavras, mas a verdade é que o que temos aqui é mais do que o fim simples de uma narrativa; o que temos aqui sinaliza algo mais.
“Sem impedimento algum” significa uma história inconclusa, incompleta, que ainda não acabou de ser escrita. Esta é a lição que precisamos aprender nestas últimas palavras, ou seja, não devemos ler Atos como quem está diante de um fato consumado, mas como quem está recebendo o bastão para dar prosseguimento à corrida.
Quem lê Atos deve chegar ao capítulo 28.31 cônscio de que terá de dar, ele mesmo, continuidade ao livro. Atos deve ser lido para ser copiado, levado adiante.
Quem lê Atos e vive seus princípios tem o poder de Atos, vive os milagres de Atos.
Atos não deve ser lido e contado como história, mas como um chamado à continuidade. Muitos de nós temos nos especializado e nos tornado exímios na arte de contar histórias. Vivemos de lembranças, nos apoiamos nas memórias e nos satisfazemos com as recordações: “Ah, os bons tempos em que...”
Precisamos parar com isso. A história tem seu valor e deve ser sempre recordada, mas sejamos mais do que contadores de história; sejamos também os fazedores, os continuadores da história! Somos a Igreja “hoje”. Somos aqueles que substituíram os primeiros cristãos, que estão aqui para continuar e por isso precisamos sair dos bancos de reserva par substituirmos os que já estão velhos, cansados e sem forças para prosseguir.
Em Atos e outros livros históricos está escrito que Jesus subiu aos céus, que os apóstolos morreram, que os anos se passaram e que, portanto, agora é a nossa vez de ser Igreja e de continuar; continuar o que Jesus começou (At 1.1); continuar o que os apóstolos começaram (At 1.8)
         Por mais que nos sintamos pequenos diante da intensa movimentação e ação do Espírito em Atos, creia: podemos continuar essa história na força e poder do Espírito. A maior e mais importante ferramenta da Igreja chama-se “virtude” do Espírito.  Somente nessa virtude teremos credibilidade e condições reais para avançarmos sem impedimento algum. Ainda há muito que fazer. Ainda há muitos caminhos não percorridos. Jerusalém, Judéia, Samaria e confins da terra ainda continuam clamando por testemunhas.
Os versículos finais de Atos indicam o lugar, as pessoas, o ministério e o conteúdo da nossa missão como continuadores da história. Por isso mais uma vez se fazem necessárias as palavras do Senhor: sejam revestidos do poder!

Excertos da mensagem de Rute 1.1-8.

on terça-feira, 20 de setembro de 2011

Trechos da mensagem que preguei domingo (18/09/11) a noite no texto de Rute 1.8-18: AMOR SUBLIME E VERDADEIRO:



- O amor não é apenas um ideal a ser perseguido, mas sobretudo, uma ordem a ser obedecida.
- O amor não é apenas um sentimento, mas sobretudo, uma decisão possível a todos.
- Eu posso decidir amar, assim como decidir desistir de amar, pois o amor é comportamental.
- O amor é sublime e verdadeiro quando fecha os olhos para as circunstâncias.
- Quem ama deposita seus direitos no altar do sacrifício e os consagra ao outro.
- O amor é sublime e verdadeiro quando aceita como seu tudo aquilo que poderia ser apenas do outro.
- O amor é sublime e verdadeiro quando todos os dias é dia de começo e nunca de fim.
- "Amor" que acaba é amor que nunca começou.
- O verdadeiro amor sabe se reinventar e se adaptar todos os dias.
- O verdadeiro amor em todo tempo [lit.: tipos de tempos] ama o amigo, Pv 17.17.

AMOR SUBLIME E VERDADEIRO.

on sábado, 17 de setembro de 2011


WESLEI ODAIR ORLANDI 



            Nenhum conceito ou ideia é mais popular do que a palavra “amor”. O amor está presente ou é solicitado em todos os setores da vida humana segundo após segundo. Todos querem amar e ser amados, mas, afinal de contas o que é de verdade, o amor?
 Luis de Camões deu ao amor o seguinte significado:

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

            Mas, veja como Jesus, o amor feito homem, o definiu: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”. (João 15.12)
            O que significam estas palavras de Jesus?
            1. Que o amor não é apenas um ideal a ser perseguido, mas uma ordem a ser obedecida – “o meu mandamento é este: que vos ameis”.
            2. Que o amor não é apenas um sentimento, mas, sobretudo, uma decisão possível a todos – por isso é mandamento.
            Eu posso decidir amar, assim como desistir de amar, pois o amor é comportamental. Por isso ler o livro de Rute é sempre tão rico e oportuno. Temos ali a história de uma mulher que amou, não com palavras, mas com gestos, ações, decisões e perseverança.
          O livro fala de três mulheres: Noemi, Orfa e Rute. Orfa é a nora que chora diante das palavras de Noemi, a sogra, mas que se despede com um beijo voltando para casa deixando claro sua indisposição de correr o risco de perpetuar sua viuvez. Rute, porém, se mantém firme. Seu amor é sublime e verdadeiro.
            Amor sublime e verdadeiro: este é também o amor que devemos ter e que Rute nos faz conhecer. Vejamos à luz de sua biografia quando “isso” que chamamos de amor também possui essas características:

            O amor é sublime e verdadeiro quando:

1. Fecha os olhos para as circunstâncias – Rute 1. 11-13.

 Rute, assim como Orfa, está livre para voltar para casa, mas não o faz. Ela sabe dos riscos que está correndo ao ficar com Noemi, mas ainda assim decide continuar. Isso é amor sublime e verdadeiro. 
Quem ama abre mão dos seus direitos e privilégios. 
Quem ama deposita seus direitos no altar do sacrifício e os consagra ao outro. 
Quem ama não busca saber como anda a conta bancária do outro, pois seu amor não depende de números. 
Quem ama não busca salários, beleza, cultura, viagens, palácios e tudo mais que a vida possa proporcionar. Quem ama, simplesmente ama, não importam as circunstâncias.
O verdadeiro amor “em todo tempo” [lit.: tipos de tempos: sejam eles quais forem: bons ou ruins] ama o amigo”, Pv 17.17.

            O amor é sublime e verdadeiro quando:

2. Aceita como seu tudo aquilo que poderia ser apenas do outro – Rute 1. 16-17.

Quando o amor é verdadeiro encarnamos o outro e abrimos mão de nós mesmos.
 Quando o amor é verdadeiro os nossos gostos não são mais os nossos gostos, mas os do outro.
Quando o amor é verdadeiro a dor do outro é também a nossa dor, suas lágrimas são as nossas lágrimas, assim como sua riqueza, pobreza, desemprego, família, cultura e valores.
O verdadeiro amor não busca seus interesses, mas sim os do outro, 1 Co 13.5.

            O amor é sublime e verdadeiro quando:

3. Todos os dias é dia de começo nunca de fim – Rute 1. 17.

As palavras de Rute nesse versículo reforçam o que Paulo escreveu em 1 Co 13.8: “o amor jamais acaba”.
O verdadeiro amor sobrevive à morte. Interessante observar isso: o texto fala de separação pela morte, mas não de extinção do amor pela morte, ou seja, como diz Cantares 8.6 “o amor é [NVI: “tão ...quanto”] forte como a morte”. Em suma: "amor” que acaba é amor que nunca começou.
O verdadeiro amor sabe se reinventar e se adaptar todos os dias. Fica forte quando o outro enfraquece, se põe de é quando o outro cai, fica são quando o outro adoece, se encoraja quando o outro desanima. Nada o apaga. No máximo se separa do alvo de sua devoção quando a morte os separa. Só isso e nada mais.

Pr. Hernandes Dias Lopes - Paulo, o maior líder do cristianismo

on segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Verbo Se Fez Carne - Pr. Laércio Valvassori

on sábado, 20 de agosto de 2011

Aprendendo com o Professor Pasquale

on quinta-feira, 14 de julho de 2011


Eu falava assim... 

APRENDA O CORRETO


 com o Prof.  Pasquale.

HOJE É DOMINGO PÉ DE CACHIMBO... e eu ficava imaginando como seria um pé de cachimbo, 
quando o correto é: HOJE É DOMINGO PEDE CACHIMBO... Domingo é um dia especial para relaxar 
e fumar um cachimbo ao invés do tradicional cigarro (para aqueles que fumam, naturalmente...).

Muito legal esses de baixo. Eu não conhecia essas armadilhas da língua, exceto pelo "Batatinha quando
 nasce..." e " Cuspido e Escarrado".

Eu falava assim.... APRENDA O CORRETO:

E a gente pensa que repete corretamente os ' ditos populares'
Dicas do Prof. Pasquale:

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bichocarpinteiro' "Minha grande

 dúvida na infância... 
Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro???"
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
 "Tá aí a resposta para meu dilema de infância!"  EU 
NÃO SABIA. E VOCÊ?

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
 "Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão
se ela está embaixo dele?" 

'Cor de burro quando foge.' 
correto é: 'Corro de burro quando foge!'"Esse foi o pior de todos!
Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor???"  

Outro que no popular todo mundo erra:'Quem tem boca vai a Roma.'
"Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia!
 Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!"  O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' 
(isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado,
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. 
correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso.... 'Quem não tem cão, caça com gato.' "Entendia também, errado, 
mas entendia! 
Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que
 o bicho tá de bom humor!"
correto é:'Quem não tem cão, caça como gato.... ou seja, sozinho!'  Vai dizer que você falava
 corretamente algum desses????



  ­­

O que um filho diz em relação à sua mãe.

on quinta-feira, 7 de julho de 2011



Aos...


3 anos: "Mãe, amo-te."
11 anos: "Mãe, não me chateies."
16 anos: "A minha mãe é ...tão irritante."
18 anos: "Eu quero sair de casa."
25 anos: "Mãe, tinhas razão."
30 anos: " Eu quero voltar pra casa da minha mãe."
50 anos: "Eu não quero perder a minha mãe."
70 anos: "Eu abriria mão de TUDO pra ter minha mãe aqui comigo."

Só temos 1 mãe. Jamais se esqueça disso!!!

Jeitos de amar.

on terça-feira, 5 de julho de 2011


Adélia Prado

  
Uma personagem põe-se a lembrar da mãe, que era
danada de braba, mas esmerava-se na hora de fazer
dois molhos de cachinhos no cabelo da filha, para
que ela fosse bonita pra escola.
 
"Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor".
É comovente porque é algo que a gente esquece:
milhões de pequenos gestos são maneiras de amar.
Beijos e abraços são provas mais eloqüentes,
exigem retribuição física, são facilidades do corpo.
 
Porém há diversos outras demonstrações mais sutis.
 
Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como
aquela mãe e aquela filha, tal como namorados
fazem, tal como tanta gente faz: cafunés.
Amigas colorindo o cabelo da outra, cortando
franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas.
 
Quanto jeito que há de amar.
Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores
feitas de papel, desenhadas, entregues em datas
nada especiais: "lembrei de você".
É este o único e melhor motivo para azaléias,
margaridas, violetinhas.
 
Quanto jeito que há de amar.
Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de
carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta
respondida, uma mensagem pelo celular, repartir o
que se tem, cuidados para não magoar, dizer a
verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com
carinho, se for para evitar feridas e dores
desnecessárias.
 
Quanto jeito que há de amar.
Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma
lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de
alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro
pra passear, chamar pra ver a lua, dar banho em
quem não consegue fazê-lo só, ouvir os velhos,
ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os
parentes, ouvir.
 
Quanto jeito que há de amar.
Orar por alguém, vestir roupa nova pra
homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não
espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir,
visitar doentes, velar, sugerir cidades, filmes, cds,
brinquedos, brincar...
 
Quanto jeito que há.

Soldado Ferido - VIDEO

on sexta-feira, 10 de junho de 2011

BELÍSSIMO HINO INTERPRETADO POR JUNIOR. 
VALE A PENA OUVI-LO!

Quase induzido!

on terça-feira, 24 de maio de 2011


"Quase induzido" a crer em Jesus!

"Quase induzido" a andar na luz!
Sonhas em replicar: "Quando tiver vagar,
Espero, então, chegar para Jesus".

"Quase induzido!" Oh, coração!
"Quase induzido!" Hoje há opção.
Hoje o bom Salvador, com voz de terno amor,
Convida o pecador; escuta e vem!

"Quase induzido!" Decide já!
"Quase induzido!" Tarde será!
"Quase" - não servirá; "Quase" - te perderá;
                                                            "Quase" te lançará na perdição!


                                                            Hinário Aleluia - hino 168
                                                            Autor: Peter Philip Bilhorn

Quem é Deus?

on quarta-feira, 18 de maio de 2011

                                             Weslei Odair Orlandi
Para os triunfalistas, Deus é o papai noel fora de época, que vive premiando com bênçãos e promessas quem sabe manipular corretamente a fé.
Para os pregadores da prosperidade, Deus é o despachante que para cada envelope recheado com notas de 100, envia um bônus espiritual mais generoso.
Para os místicos, Deus é o caça-fantasmas que vive correndo atrás do demônio tentando livrar as almas sofridas dos encostos e maldições.
Para os legalistas, Deus é aquele que está sempre atrás da porta esperando que algum faltoso escorregue e seja mandado para o meio dos infernos.
Para a Bíblia, Deus é o Deus de toda graça, amor, compaixão. Poderoso, mas jamais abusivo. Forte, mas jamais opressor.

O DEUS DA BÍBLIA É LINDO.

E, para você: Quem Deus é?

Pense!


Sobre a família, peixes e pinguins.

on terça-feira, 10 de maio de 2011

Weslei Odair Orlandi

Quando começo a escrever, deixo a criação do título sempre por último. É assim que fazem os profissionais da escrita; logo, eu que não estou entre eles, preciso ao menos ser um bom aluno. Dessa vez, entretanto, estou fazendo o caminho oposto. Começando pelo título faço-o propositalmente, claro. Mas não pense que é apenas para despertar curiosidade. Na verdade há uma relação íntima entre família, peixes e pingüins. Dessa conclusão é que estou tentando fazer nascer tudo mais. Em primeiro lugar, justiça seja feita, não são apenas eles que possuem essa correlação íntima. Também há os camelos, as aves, os répteis em geral, as flores...
Eu explico. Todos os seres vivos necessitam, para existir, de um ambiente próprio. Sem ele não há vida. Os pingüins, para viverem, precisam do frio; os peixes, da água (mas não qualquer água; de uma que esteja limpa, oxigenada); os camelos, do calor; as aves, do espaço; os répteis, do chão; as flores, da primavera. E assim vai...
Com a família não é diferente. Se a desejamos saudável, forte e indestrutível; se a idealizamos protegida dos males avassaladores e corruptores do seio familiar; se traçamos linhas invisíveis de bem estar para nossos cônjuges, filhos e demais membros, então é mister que desenvolvamos um ambiente favorável, sem lixos, toxinas, pragas, ressentimentos, intolerâncias, rancores e demais resíduos maléficos.
Como pretendo não ajudar meus leitores com idiossincrasias e palavras sem sentido, limito-me a repetir Paulo, o apóstolo: “o amor não seja fingido”, Romanos 12.9. A intenção das palavras é clara em se tratando das questões familiares; ela precisa de um ambiente próprio, saudável, durável e incontaminado: o amor. E por isso mesmo não pode ser fingido.
O amor é sentimento que requer corpos que o abriguem e na família ele deve encontrar seu melhor, maior e mais sublime espaço. Na gramática “amor” é um substantivo abstrato, etéreo. Na família ele encontra sua concretude e assim não basta afirmar sua existência, pois existir é real, tangível, invisível às vezes, mas perceptível sempre.
Não é maravilhoso isso? Um sentimento como esse é indubitavelmente fantástico. Quando conversamos com pessoas diferentes sobre o amor – sejam elas cientistas, donas-de-casa, sapateiros, operários, velhos, jovens, crianças... – todos têm nele seu objeto de desejo.
Mas, e na família, onde ele está? Preciso ser honesto: não está. Ao menos não em muitos lares. E, por favor, não pensem que estou inventando coisas... Não... Sei que não posso generalizar, e nem intenciono fazê-lo, porém, não dá para não dizer que em muitos nichos familiares ele é tão somente um fingimento. O casal vai mal, mas fingem que vão bem. Fingem para os amigos, para os parentes mais próximos – e para os mais distantes, mais ainda – fingem para os filhos, e fingem até para eles mesmos.
Muitos lares se digladiam e fingem que se perdoam, que esquecem, que voltam a confiar, que está tudo bem, que há respeito, que amam... Continuam sob o mesmo teto, dormem nos mesmos quartos, dividem o guarda-roupa, o banheiro, o sofá, o computador... Continuam juntos, saem juntos... Mas, que nada, é tudo embromação. No fundo estão mesmo é representando.
Triste, pois nenhum “faz de conta” dura mais do que um período curto. No fim das contas o que sobra são as frustrações, os descaminhos, as separações, as feridas e a vergonha.
Comecei esse artigo falando de ambientes e preciso encerrar voltando a eles. Se algo parecido está acontecendo com você, pare tudo. Pare de fingir. Pare de protelar. Pare... Mil vezes, pare! Admita que está tudo errado. Ponha seu coração no divã e ouça-o. Aproveite e ouça também o que os outros têm a dizer. Pode ser que você seja o culpado, e assim vai poder melhorar. Não prefira como muitos, a morte. Jogue fora seu orgulho, não seu casamento, seus filhos, sua família. Experimente perguntar o que está acontecendo. É curioso como essa pergunta tão simples pode revelar verdades tão densas. Identifique a gênese de tudo. Se for o caso, peça perdão. Se o culpado for o outro, perdoe. Não aceite para sua família menos do que amor não fingido.
Vou parar. Mas devo relembrar a máxima bíblica: o amor é paciente, bom, não se enciúma, não provoca explosões, não alimenta mágoas, se conduz de maneira correta, tudo sofre, tudo crê, tudo espera.
O verdadeiro amor – oxigênio puro, cálido e inesgotável – jamais acaba. E aqui vale explicar: nem com os que o respiram, nem com ele mesmo!

O (eu) que sou hoje.

on quarta-feira, 27 de abril de 2011

Weslei Odair Orlandi 

Imagine sua vida podendo ser rebobinada, refeita, rebatizada, reorganizada e totalmente repaginada. Todos os seus erros seriam esquecidos; as bobagens seriam superadas; as lágrimas evaporadas; as cicatrizes apagadas; tudo, absolutamente tudo o que foi tragicamente feito seria desfeito.
         Só há um detalhe: as coisas boas também teriam de serem desfeitas. O sorriso apagado, as alegrias sopradas para longe, as emoções afetuosas diluídas e extintas; tudo seria nada. Não restaria existência, a não ser o ponto zero para então recomeçar de novo.
         Se isso acontecesse pergunto, que bom propósito haveria nisso? Qual a vantagem de se apagar tudo o que foi feito na vida?
Outra pergunta: que garantias eu teria de que ao recomeçar (se bem que eu não saberia estar recomeçando, pois para recomeçar é preciso lembrar-se de que começou uma vez, mas até isso foi apagado) não refaria os mesmos caminhos ordinariamente trilhados na primeira vez?
O “eu” que sou hoje não existiria mais, pois se não há memórias não há “eu”. Tudo o que sou, que não sou, que sei ou que nunca saberei é o resultado das minhas memórias e (des)memórias. Eu não consigo sequer imaginar uma vida que não esteja profundamente afetada por tudo que já vivi, comi, bebi, vi e senti. Assim, sem passado, sem fatos e sem experiências eu também não amaria quem amo, não conheceria os que conheço, não estaria onde estou. Ninguém, nada e nem coisa alguma me importaria. Apenas um vácuo, uma folha em branco e um lápis não utilizado é o que seria a vida. Para que eu quereria isso?
Eu sou o que me lembro de mim mesmo e também o que não lembro. Lembro da minha infância, das minhas meninices, traquinagens, fantasias, decepções, alegrias, raivas, etc. e isso me define. Eu sou os resíduos sobreviventes da minha infância, da minha cidade, escola, afetações e influências. Lembro-me de que visitei uma senhora que me ofereceu um caju para comer. Na semana seguinte a bondosa mulher morreu e por isso odeio caju. Se não tivesse ido àquela casa e talvez caju fosse hoje minha fruta predileta. Nunca freqüentei um bom colégio, não li os clássicos senão tardiamente; jamais fui treinado para o mundo das artes e por isso escrever é tão penoso. Tivesse tido a sorte de alguns poucos eruditos e talvez eu não espremesse tanto minha alma para verter algumas poucas idéias para o papel.
Mas e daí? Para que sonhar com impossibilidades? Para que desejar começar de novo? Agora que já não sou mais tão ingênuo, tão imaturo, tão inseguro, por que quereria ter de fazer tudo de novo? A vida não seria perfeita novamente e eu teria que derramar as mesmas lágrimas uma segunda vez; amar e não ser amado; desejar como Tântalo e não poder obter. A timidez hoje sob controle voltaria a ficar desgovernada e minha mãe me obrigaria a comer jiló, tudo de novo.
Não. Que bom que a vida não pode ser rebobinada. Que bom que não dá para apagar o que já foi desenhado, ou melhor, dizendo, rascunhado.
Basta ter chegado até aqui. De tanto olhar para a vida acaba que já estou assim meio vivido e não gostaria de (des)viver para viver tudo de novo. Já escreveu o poeta Manoel de Barros:
"Por viver muitos anos dentro do mato, moda ave
 O menino pegou um olhar de pássaro..."
E eu, de tanto viver dentro e fora da vida, que sou? Quem sou? Que olhar peguei?
Por mais que me custe admitir, já “peguei muitos olhares”, dos quais gosto, desgosto e com os quais me fiz e continuo fazendo. Assim, o melhor jeito para não me achar um estranho esquisito e abominável daqui alguns anos é só redirecionar os olhares. Estes, sem que sejam rebobinados, podem sim, ser reeducados, redirecionados e melhor focados.
Futilidades; tudo futilidades o que escrevi até agora. Ao bem da verdade o (eu) que sou hoje, só posso sê-lo hoje. Amanhã, quem serei (ou não serei) só o dia dirá. Afinal, como filosofou Heráclito, “tu não podes banhar-te duas vezes no mesmo rio, porque águas novas correm sobre ti.”